segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Folia na Champions League


Para quem, assim como eu, não curte muito a folia que toma conta das ruas, esse meio de semana promete muita emoção na frente da tevê. Retornam nessa terça e quarta os confrontos da Champions League. Desde o final do ano passado, quando o sorteio pôs frente a frente grandes equipes do velho continente já na primeira rodada do mata-mata, essa semana é esperada pelos amantes do bom futebol.

Destaque para os três confrontos entre italianos e ingleses. Na terça a Inter recebe o Manchester no San Siro. Enquanto os italianos querem mostrar que podem ter o mesmo sucesso do campeonato italiano também na Europa, os Red Devils querem mostrar que o bom momento não se limita a liga inglesa. Já na Terra da Rainha serão dois jogos. Também na terça o Arsenal pega a Roma, num jogo que põe frente a frente duas equipes que jogam bonito, mas que estão devendo na tabela de classificação de seus campeonatos nacionais. E na quarta o Chelsea, ainda uma incógnita nesse início de trabalho do técnico holandês Gus Hiddink, substituto de Felipão, recebe a Juventus, vice-líder do campeonato italiano.

Além dos jogos ítalo-britânicos, outra partida de destaque terá em campo dois dos maiores campeões do torneio. Real Madrid com 9 conquista pega o Liverpool, com 5 títulos de Champions. A curiosidade desse jogo é que muita coisa mudou desde o sorteio das partidas, em dezembro, até hoje. No final do ano passado o Real estava em baixa, mas hoje o time tem se acertado e feito boas atuações. Já o Liverpool era líder na Inglaterra no final da primeira fase da Champions, mas agora tem acumulado vários empates que o distanciaram da ponta da tabela.

Com todos esses ingredientes, a palavra "equilíbrio" nunca foi tão bem empregada numa rodada de oitavas-de-final de Champions League. O leve favoritismo deve ficar por conta dos times que jogarem em casa, mas não será surpresa se algum dos visitantes arrancar uma vitória magra, porém que pode render muito no jogo da volta. O único jogo que foge dessa regra será Barcelona e Lyon. O Barça vem demonstrando o futebol mais bonito do velho continente e não deve dar chances ao Lyon, que há vários anos mostra que, apesar dos sete títulos consecutivos no Campeoanto Francês, não tem força fora de seus domínios.

Atlético de Madrid e Porto, e Sporting Lisboa e Bayern Munique também farão jogos importantes e bem disputados, porém um pouco menos badalados que os outros jogos. Por culpa do sorteio (e também pelo tropeço de alguns grandes na fase de classificação) o confronto que destoa do resto da rodada é Villarreal e Panathinaikos. O jogo tem mais cara de Copa da Uefa (campeonato disputado pelos times de segunda linha da europa) do que de uma fase final de Champions League. Bem que poderia ser Milan e Werder Bremen, esse sim um confronto de Champions, mas que vai acontecer na quinta-feira pela Copa da Uefa

Tudo bem encaminhado no Velho Continente


Os campeonatos nacionais da Europa não estiveram tão sem graça. As partidas continuam bem jogadas, os estádios continuam lotados, os jogadores continuam fazendo boas partidas... mas no quesito disputa na tabela a coisa tá pra lá de chata. Nas principais ligas a entrega da taça aos campeões parece apenas uma questão de tempo.

Itália, Inglaterra, Espanha, e principalmente França, a cada rodada, os líderes vão se desgarrando mais e partem para conquistas que devem ser comemoradas com algumas rodadas de antecedência.

Na Itália a receita é sempre a mesma. Haja o que houver a Inter sempre vence (foto). E tem sido assim em praticamente todas as rodadas. Quando as coisas parecem complicar para o atual tricampeão italiano, eis que surge o braço de Adriano para mais um gol irregular, ou então uma atuação memorável de Júlio César - apesar da Inter ter um bom time, o goleiro brasileiro tem trabalhado bastante - e no final tudo da certo para os interistas. Juventus (nove pontos a menos) e Milan (há 11 pontos do líder) não jogaram a toalha, mas a cada fim de semana parece mais certo que a disputa será mesmo pelas vagas da Champions League muito mais do que pelo scudetto.

Na Terra da Rainha, o Manchester segue com sua precisão cirúrgica, vencendo todos os adversários e aproveitando a inconstância de Liverpool, Chelsea e Arsenal. Após ficar 14 jogos sem tomar nenhum gol (a invencibilidade da meta dos Red Devils só foi quebrada na última rodada na vitória por 2 a 1 sobre o Blackburn) o time de Sir Alex Fergunson já tem 7 pontos de vantagem para o Liverpool, que só empatou em casa com o Manchester City, de Robinho, por 1 a 1.

Na Espanha o Barcelona tropeçou na última rodada perdendo o derby da Catalunha para o Espanyol (até então lanterna do campeonato) por 2 a 1 e em casa, algo que não acontecia há 26 anos e perdeu a invencibilidade de 22 jogos na Liga das Estrelas. O Real por sua vez deu show contra o Betis vencendo por 6 a 1. Muitos se empolgaram com os resultados da rodada, mas os 7 pontos de vantagem do Barça sobre os rivais merengues provam que a virada continua complicada.

Na França fica até sem graça de comentar. Lembram daquele ditado "em terra de cego quem tem um olho é rei"? Ele pode se aplicar perfeitamente ao Campeonato Francês. O Lyon parece ser o único time de verdade no torneio e caminha tranquilamente para seu... hum... (contando nos dedos: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e agora possivelmente 2009) oitavo título consecutivo. Pode acontecer de tudo no campeonato Francês (um dos mais fracos da Europa), mas no final sempre dá Lyon. Este ano as coisas estão até equilibradas se comparado a anos anteriores, mas parece que tudo encaminha para o trivial. Após 25 rodadas a vantagem do time de Juninho Pernambucano e Cris (que marcou na vitória sobre o Nancy por 2 a 0) subiu para 6 pontos sobre o PSG.

Os campeonatos que ainda reservam alguma "diversão" também tem algo em comum. Os times pequenos estão dando as cartas na Alemanha e na Holanda. No campeonato holandês o pequeno AZ Alkmaar está desbancando os favoritos Ajax, PSV e Twente e parece que irá conquistar seu segundo título em 111 anos de campeonato Holandês (o primeiro e único foi na temporada 1980/1981). O time tem 9 pontos de vantagem sobre o Twente, 12 para o Ajax e 15 sobre o PSV, atual tetracampeão, além de ter o segundo melhor ataque e a melhor defesa. Trata-se de uma verdadeira revolução, já que nos últimos 43 anos Ajax, PSV e Feyenoord conquistaram todas as edições do Holandês. A exceção foi justamente o título do AZ em 1981.

Já no alemão - esse sim um campeonato em aberto, sem favoritos e sem prognósticos - o Hoffenheim perdeu força e viu a chegada dos grandes Leverkusen, Hamburgo (que assumiu a ponta após vencer o clássico contra o Leverkusen), Hertha e Bayern, mas continua ali no bolo. Mesmo perdendo a liderança nas últimas duas semanas, após estar quase metade do campeonato na frente, o pequenino time ainda está na briga, na vice-liderança, e não seria uma surpresa se levar o caneco da Bundesligue pela primeira vez.

Apesar de tudo que falei nesse mega-post, os campeonatos europeus continuam sendo uma grande atração para quem gosta de futebol bem jogado, mas tem que escolher bem o jogo, por lá também rolam muitas peladas.

Brasileiro da rodada: Taddei


A iminente (e por que não dizer também eminente, dada a sua importância) rodada da Champions League fez muitos times grandes da Europa não escalarem seus principais jogadores para as partidas do último fim de semana. Isso significa, em outras palavras, muitos brasileiros fora de atividade. Sejam poupados ou por contusão, jogadores como Pato, Ronaldinho, Kaká, Anderson, Fábio Aurélio entre outros, não desfilaram pelos gramados do velho mundo nesse fim de semana, ou então entraram por pouco tempo.

Mas não foi por isso que Taddei foi o escolhido da rodada. Tudo bem que foi dele o golaço marcado contra o Siena (clube que já defendeu de 2002 a 2005) que decretou a vitória da Roma pela contagem mínima e que levou a equipe da capital à zona de classificação à próxima Liga dos Campeões. E lá foi ele na sua comemoração característica, colocando a mão dentro da camisa e batendo no peito. Mas não foi só isso.

O meia brasileiro já há bastante tempo conquistou o respeito e admiração dos italianos. Até a temporada passada, ele fazia ao lado de Mancini uma das duplas brasileiras de maior sucesso na Europa. Com a chegada de alguns reforços, como Júlio Baptista, Taddei foi aos poucos perdendo espaço cativo no time titular, mas não deixou de ganhar a confiança do técnico Luciano Spalletti e tem jogado muitas partidas.

Taddei nem de longe lembra o meia de altos e baixos do tempo do Palmeiras e na sua quarta temporada com a camisa romana mostra que sua versatilidade (podendo atuar no ataque, armando ou até marcando) faz dele umas das principais peças do time da capital italiana. Pelo visto a Roma é um time que faz mesmo bem aos brasileiros que são contestados pelos lados de cá, vide Doni, Júlio Baptista, Cicinho...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os injustiçados



Assistindo nos últimos dias as brilhantes atuações do incansável galês Ryan Giggs (foto acima), do Manchester United, parei para pensar como o futebol é ainda mais injusto do que eu imaginava. Quando chegamos na época de uma Copa do Mundo, assim que o técnico de nossa seleção divulga a lista dos convocados, sempre surgem comentários sobre os craques que injustamente não estão presentes na relação.

Alguns grandes nomes como Djalminha, Alex (Fenerbach da Turquia, e que eu ainda sonho em ver na seleçção um dia), e puxando um pouco mais na história Friedenreich, Heleno de Freitas, Dirceu Lopes, craques em suas épocas, nunca disputaram uma Copa. Fora do Brasil, outros ilustres nomes nunca desfilaram seu talento na maior competição de futebol do mundo: Eric Cantona pela França, Di Stefáno pela Espanha (embora fosse argentino), o irlandês George Best, entre outros, cada um no seu motivo, seja por contusão, brigas, ou idade avançada, não acompanharam suas seleções em Copas do Mundo.

Outras talentosos jogadores contemporâneos conseguiram esse feito de forma quase que dramática. Schevchenko, quando ainda era um bom jogador, conseguiu levar a Ucrânia para a Copa da Alemanha (a desastrosa campanha do país na Copa não interessa). Cech e Nedved também passaram vergonha com a República Tcheca em 2006, mas pelo menos lá estavam em uma Copa. Drogba, Touré e Eboué aproveitaram bastante a chance que tiveram, também na Copa da Alemanha, com a seleção da Costa do Marfim. Sabe-se lá quando retornaram a um Mundial novamente.

Porém, acho ainda mais injusto um caso como o de Giggs, pois seu problema é a fragilidade de sua seleção nacional. O País de Galês só participou até hoje da Copa de 58 e Giggs tentou em vão classificar seu país nas edições de 1998, 2002 e 2006. Será que ele terá pulmão para as eliminatórias de 2010? Pelo que vem apresentando nos Red Devils a sua parte com certeza ele irá cumprir, vai faltar o restante da seleção galesa colaborar.

Só que Giggs não é um caso isolado. Pelo menos o galês ainda tem uma remota, mas existente, chance de milagrosamente classificar o time para 2010. E o que dizer de George Weah? O liberiano (segunda foto) é ainda mais ilustre na lista dos "sem copas" por que é até hoje o único jogador africano a ganhar o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa (1995, quando jogava pelo Milan) e única também a nunca ter jogado uma copa. A Libéria é um dos países que figuram na lista dos que nunca disputaram uma Copa.

Caso tivesse nascido em qualquer outro país do mundo, Weah teria sem dúvida disputado várias copas. Ele encerrou a carreira em 2002 e hoje é o maior nome do seu país natal, em todas as áreas. Cogita-se até em um dia se candidatar a presidente da Libéria, tamanho a sua idolatria no país. Quem não o conheceu em campo, poderá revê-lo no ano que vem, na Copa do Mundo da África do Sul, na qual ele será umas das figuras mais importantes nos bastidores da competição.

É verdade que ele perdeu a chance de realizar o grande sonho de qualquer jogador de futebol, mas acho que quem saiu perdendo mesmo fomos nós expectadores.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma tarde de segunda com emoção, lágrimas, e vencendo metas...


Das trevas a glória em 328 dias. Esse foi o período que separou o brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva dos aplausos dos torcedores do Arsenal. Lembro como se fosse hoje do dia 23 de fevereiro de 2008, uma final da manhã de sábado, quando eu tive o desprazer de presenciar, ao vivo pela televisão, uma das cenas mais chocantes que já vi no futebol, quando o zagueiro carniceiro Martin Taylor, do Birmingham, deu uma entrada criminosa que literalmente partiu a perna de Eduardo ao meio (quem viu a cena sabe que não estou exagerando). Foi o tipo de cena que sinto arrepios sempre que vejo fotos na Internet e viro o rosto quando os canais de televisão teimam em repetir à exaustão. Não recomendo jogarem o nome "Eduardo da Silva" no Google e nem no youtube.

Na época surgiram vários diagnósticos que apontavam até que o jogador teria que amputar a perna. Passada a fase da exagerada e precipitada conclusão, a dúvida que surgiu nem era se ele voltaria um dia a jogar futebol, e sim se ele voltaria a andar. E foi assim que o atacante foi preenchendo esse período de quase um ano, cada dia vencendo uma etapa e traçando novas metas.

A primeira delas era voltar a andar. E ele voltou. Alguns meses depois a nova meta era voltar a jogar futebol. E ele voltou. Em 16 de dezembro, o atleta atuou por 45 minutos no jogo entre os times reservas do Arsenal e Portsmouth, no estádio Underhill, em Londres, inclusive acertando uma bola na trave. Em janeiro deste ano jogou 90 minutos novamente pela equipe reserva dos Gunners e chegou a marcar um gol contra o Stoke, mas estava em impedimento. No meio da semana passada Eduardo jogou alguns minutos pela seleção croata na vitória contra a Romênia por 2 a 1, em Bucareste. E ele foi o autor do passe para o gol da vitória assinalado por Niko Kranjcar.

Faltava a última e decisiva etapa, mostrar que voltaria a jogar o bom futebol que vinha apresentado no Arsenal antes da fratura. E ele novamente venceu essa meta. O atacante foi decisivo na goleada por 4 a 0 sobre o Cardiff, no Emirates Stadium, casa do Arsenal, em jogo válido pela Copa da Inglaterra (FA Cup), hoje a tarde, marcando dois gols no seu retorno oficial.

Aos 19 minutos Eduardo marcou de cabeça após mais de um ano, já que seu último gol havia sido duas semanas antes da fratura na perna, e foi ovacionado pela torcida do Arsenal enquanto chorava no gramado abraçado pelo time inteiro dos Gunners . E ele voltaria a marcar no segundo tempo, aos 14, após ser derrubado na área e cobrar o penalti. Na comemoração, o jogador foi abraçar o médico do clube, Tony Colbert, um dos estiveram ao seu lado durante o longo e incerto período de recuperação. Ele não marcava dois gols numa mesma partida desde dezembro de 2007.

Além dos gols, o jogador fez uma boa partida, mostrou boa movimentação e deixou claro que está recuperado da gravíssima lesão. Quando foi substituído, aos 22 do segundo tempo, nova ovação pela torcida. Foi o sentimento de dever cumprido, não dos 67 minutos que esteve em campo, mas pelos 328 dias em que a dúvida e as metas a seu caminho foram as principais adversário do atacante.

Pela segunda segunda-feira seguida em venho ao blog para postar aquilo que acaba sendo o principal fato da semana. Estou começando a mudar os meus conceitos... segunda-feira também é dia de boleiro.

Brasileiro da rodada: Adriano


Adotando o mesmo critério da Fifa, que sempre escolhe o jogador que mais se destaca e não o melhor jogador, resolvi eleger Adriano o brasileiro da rodada deste fim de semana. O seu gol de mão no derby milanês contra o Milan (segunda foto) abriu a vitória que garante uma boa vantagem de nove pontos para o segundo colocado do calccio, a Juventus, e 11 em relação ao próprio Milan, e deixa os tricampeões italianos bem perto do tetra.

Mas a partida de Adriano não se restringe apenas ao gol de mão. Ele jogou bem sim. Mourinho aos poucos vai retomando a confiança no brasileiro. O Imperador deve se aproveitar da falta de concorrência qualificada no plantel da Inter (os argentinos Crespo e Júlio Cruz não enganam mais ninguém, e Balotelli vive em entrigas com o técnico) e deve cada vez mais se firmar como parceiro de Ibrahimovic no ataque interista.

Lembro bem de outro gol de mão do Imperador em um clássico. Na vitória do São Paulo sobre o Palmeiras... boa lembrança...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cara-de-pau à Italiana: Será que jogador é mais burro do que a gente pensa?



Luca Toni entrou bem no segundo tempo, infernizou a zaga brasileira que não conseguiu marcar direito o atacante que sabe usar bem to da a sua altura para proteger a bola. Só Júlio César conseguiu dar jeito no atacante e anular suas tentativas. Quem sabe se ele tivesse começado o jogo no lugar de Gillardino a história teria sido outra.

Mas o que chamou a atenção foi o lance que Toni "carregou" a bola com a mão, marcou o gol e ainda saiu reclamando com a arbitragem. Será que jogador de futebol é mais burro do que a gente pensa? Será que ele se esquece que no campo existem dezenas de câmeras? E, ao reclamar da marcação do juiz, a primeira coisa que as televisões vão fazer é mostrar o replay? Botar a mão na bola, tentar ludibriar o arbitro, fazem parte do jogo. Agora reclamar e tentar enganar câmeras já é burrice.

Vejam o lance no vídeo acima. Tentem abstrair a narração do Galvão.

Novamente Brasil joga bem contra times fortes


O Brasil venceu e convenceu. Convenceu que o futebol da seleção flui quando joga com adversário que sabem jogar e deixam jogar. Assim foi contra Portugal e assim foi nas duas vitórias contra a Argentina nessa era Dunga. E por que isso acontece? Por que os adversários se preocupam também em jogar e acabam involuntariamente deixando espaços, e nesses espaços o talento brasileiro sempre aparece.

O problema continua sendo quando a equipe joga contra adversário menos qualificados ou que se dedicam apenas e exclusivamente a marcação. Nessas horas o talento individual pode não ser o suficiente e entra a necessidade do dedo do técnico, com jogadas ensaiadas, esquemas táticos flexíveis, que se adequam a necessidade. Isso Dunga não sabe fazer.

Mas falando do jogo, foram dois tempos distintos. O primeiro foi impecável. Sou obrigado o torcer o braço por Elano.O melhor jogador em campo do amistoso já despertou minha desconfiança por muito tempo, mas tem provado que pode sim cavar uma vaga no quadrado de meio campo brasileiro ao lado de Kaká, Ronaldinho Gaúcho e um volante de marcação. Elano pode muito bem cumprir a função que se esperava de Juninho Pernambucano na Copa de 2006, isso claro, se Parreira tivesse permitido que ele jogasse.

Robinho também foi um show a parte. O gol foi lindo, não só pela entortada em Zambrotta mas também pela roubada de bola do displicente Pirlo. Ronaldinho Gaúcho voltou a jogar bem, não como antes de 2006, mas mostrando criatividade. Mostrou alguns dribles e lances de habilidade, mas que na maioria das vezes parecia mais presepada do que algo produtivo para o time. Jogou mais para os italianos verem, talvez com um gostinho de vingança contra a reserva que vem amargando no Milan.

As escalações iniciais foram determinantes para o predomínio brasileiro no primeiro tempo. Dunga abriu mão dos dois volantes de marcação (Josué e Gilberto Silva) e escalou só o segundo. Com Felipe Mello no lugar de Josué o time ganhou mais mobilidade, velocidade, saída de bola e precisão no passe. Não que Felipe Mello seja a solução do problema, longe disso, mas a modificação sim é uma boa solução.

Já Marcelo Lippi deixou de fora a dupla de ataque que todos esperavam. Em vez de Toni e Rossi, entrou com Gillardino e Di Natali. No segundo tempo, além de trocar a dupla de ataque, Lippi mexeu no meio campo colocando Camoranesi e Perrota. A Itália equilibrou as forças no começo e aos poucos tomou conta do jogo. O Brasil sumiu em campo e teve que contar com milagres de Júlio César.

Novamente faltou pulso para Dunga pra mexer no time na hora certa. Se não fosse Júlio César anulando as tentativas de Luca Toni, o jogo poderia ter terminado num empate. Dunga sobrevive mas alguns meses. Nas próximas rodadas das eliminatórias pra a Copa é que mora o perigo, quando voltar a enfrentar equipes inferiores e que se dedicam apenas a marcação.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Felipão cai e o mundo do futebol se agita (Parte 2)


Felipão desempregado acaba linkando com inúmeros acontecimentos que podem desencadear uma revolução no cenário futebolístico. O que poderia ser uma simples queda de um técnico, coisa tão corriqueira, dá reflexos diretos na seleção Brasileira e seleção portuguesa. Ambas têm técnicos altamente contestáveis e adorariam ter o gaúchão de volta. Antes de ir para o Chelsea, a seleção mexicana também assediou o brasileiro de forma pesada.

Se antes, quando Felipão ainda estava bem empregado no Chelsea, seu nome era o mais lembrado pelas arquibancadas nos tropeços do Brasil, agora então nem se fala. Por ironia do destino a seleção brasileira joga amanhã justamente em Londres, onde Felipão já está. Quem sabe até o bigodudo esteja na arquibancada do Emirates Stadium para ver o confronto com a Itália. Em Portugal a situação não é diferente. O técnico lusitano Carlos Queiroz tem balançado mais do que galho verde e Felipão é venerado pelos lados de lá tanto quanto cá.

Mas é interessante ressaltar alguns pontos: caso Felipão volte para a seleção, será numa situação parecida com a de 2001. Naquela época ele foi chamado as pressas, a pouco mais de um ano para a copa, e a ele foi dada carta branca para tomar as decisões que quisesse. Só assim ele voltaria agora. Felipão não tem o perfil para fazer o trabalho sujo que Dunga está sendo obrigado a fazer.

Mas enfim, não custa sonhar. Tô até pensando em torcer pela Itália... secar o Dunga não é pecado.

Felipão cai e o mundo do futebol se agita (Parte 1)



Segunda-feira normalmente é um dia fraco para o futebol, ficamos apenas remoendo os acontecimentos do fim de semana. Mas eis que o senhor Roman Abramovic resolve mandar Felipão embora do Chelsea e o mundo do futebol ganha um colorido diferente nessa segunda-feira.

Na estréia desse blog eu já havia dado minha opinião sobre o time do Chelsea e por isso inocento em parte a culpa de Felipão na desastrosa temporada dos Blues. Antes de assumir o time londrino, Felipão vinha de grande sucesso nas seleções brasileira e portuguesa. Mas tem que se destacar que treinar seleção é muito diferente de treinar clube. Seleção você encontra com o jogador dois dias antes da partida, faz um ou dois treinos, joga e vai embora. Clube tem a convivência diária, concentração e o desgaste natural de relacionamentos longos.

A demissão de Felipão também levanta outro assunto: a carreira de técnicos brasileiros no exterior. Se pegarmos nossos tops de linha, todos já tiveram algum fracasso em clubes europeus. Luxemburgo voltou com o rabo entre as pernas após 11 meses de Rela Madrid na temporada de 2005. Em 1994 Parreira assumiu o Valência da Espanha uma semana após a conquista do tetracampeonato e decepcionou. Não durou uma temporada. Também engrossam a lista Abel Braga (Marselha da França, 2000), Lazaroni (Fiorentina da Itália, 1991)

Ouvi hoje que a questão do idioma pode ser a questão das dificuldades. Concordo. Felipão teve que fazer curso intensivo de inglês para poder dar entrevista, mas na hora do jogo, de chamar a atenção dos comandados (coisa que ele adora fazer) era nítida a dificuldade. Felipão ficava só nos gestos. Luxemburgo virou folclore com seu portunhol.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Brasileiro da rodada: Júlio Baptista


O trio brazuka do Milan jogou muito bem, porém Kaká saiu machucado, Ronaldinho foi injustamente substituído e Pato não marcou. Passei o sábado inteiro na dúvida de qual dos três merecia ser o melhor brasileiro da rodada européia.

Aí vieram os jogos de domingo. Não gosto do campeonato alemão, mas me agradaram os dois jogos que vi (Bayern de Munique 3 X 1 Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen 2 x 4 Stuttgart) e fiquei tentado a eleger Zé Roberto, do Munique, pela sua atuação como meia-esquerda (e não como segundo volante, como jogava nas seleções de Zagallo e de Parreira). Mas enfim, no balanço final da rodada européia, o que mais chamou a atenção foi o jogo da Roma e o show dos brasileiros. Cicinho jogou bem e marcou um belo gol, mas saiu machucado pouco depois. Com isso coube ao sempre regular Júlio Baptista a coroa da semana.

Ele fechou a goleada dos romanos por 3 a 0 sobre o Genoa com um gol de craque, um chutaço de fora da área após driblar três marcadores, misturando habilidade, precisão e força, sua principal qualidade. Talvez pelo excesso de força seu futebol seja interpretado de forma equivocada. Júlio Baptista é forte sim, mas tem habilidade e não é caneleiro, sabe o que faz com a bola. Pode atuar no meio, pode marcar, embora tenha se destacado mais ofensivamente e fazendo muitos gols.

Júlio tem jogado muito e não é de hoje. No período turbulento que a seleção de Dunga passou no ano passado, na minha opinião, ele foi o grande jogador do time, muitas vezes tendo que suprir a ausência de Kaká e Ronaldinho. Júlio ainda não é tão valorizado como deveria, não é um craque, mas, sinceramente, não lembro de uma partida ruim dele nas últimas temporadas, seja pelo Sevilla, no Real Madrid, pelo Arsenal, agora no Roma ou na Seleção.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Qual capixaba teria chances de disputar uma Copa?


Uma vez um colega de redação me perguntou se eu achava que tinha algum capixaba que um dia poderia disputar uma Copa do Mundo pela seleção brasileira. Sem nem parar para pensar respondi de bate-pronto: o lateral-esquerdo Maxwell, que desde 2006 defende a Inter de Milão.

Natural de Vila Velha, o lateral de 27 anos (nascido em 27 de agosto de 1981) já vestiu a camisa amarelinha na famigerada seleção pré-olímpica comandada por Ricardo Gomes em 2004, que tinha no plantel valores que hoje são figurinhas carimbadas na atual seleção de Dunga, como o lateral Maicon, os meias Elano e Diego, e o atacante Robinho, e também jogadores que hoje brilham na Europa e no Brasil, como o goleiro Gomes (Totthenham), o zagueiro Alex (Chelsea), Dagoberto do São Paulo e Nilmar do Internacional.

Mesmo com tantos valores (diziam na época que era a melhor seleção pré-olímpica brasileira já formada), o time deu vexame e não se classificou para as Olimpíada de Atenas, no mesmo ano. Mesmo assim, como vemos, a equipe de Ricardo Gomes de 2004 revelou uma boa base para a atual seleção brasileira.

Revelado pelo Cruzeiro, na época do pré-olímpico, o até então desconhecido capixaba jogava no Ajax, da Holanda. Depois passou pelo modesto Empoli, na Itália, antes de chegar a Inter. Com características defensivas em primeiro lugar, e sabendo apoiar quando necessário, Maxwell se encaixaria bem no estilo da seleção de Dunga, que joga com a linha de quatro zagueiros preferindo laterais que tenham mais características de defensores do que de alas. Em 2008, com a camisa da Inter, Maxwell foi eleito o melhor jogador do Torneio de Amsterdã.

O capixaba está longe de ser uma unamidade entre os críticos. Na Inter ele tem perdido um pouco de espaço no time titular para o jovem Davide Santon, de 18 anos. Dunga não tem o convocado, mas vez ou outra alguém lembra de falar o nome dele. Existem outros laterais-esquerdos que me agradam mais, como Fábio Aurélio (jogando muita bola no Liverpool) ou Marcelo (com altos e baixos no Real Madrid, mas fez uma Olimpíada quase impecável no ano passado) ou até mesmo Juan, do Flamengo (esse é mais ofensivo e não sabe marcar, por isso não agrada Dunga).

No entanto, a indefinição na posição desde a saída de Roberto Carlos, que usou a camisa 6 do Brasil durante três Copas do Mundo (1998/2002/2006), pode dar uma chance ao capixaba de ser convocado. Definitivamente a lateral-esquerda da seleção é um terreno ainda sem dono e Maxwell está entre os possíveis candidatos a proprietário desse latifúndio.

Parece até Copa do Mundo


Há muito tempo não via uma Data Fifa com tantos amistosos interessantes como os da próxima semana. Serão confrontos dignos de Copa do Mundo (ou melhor, de fase final de Copa do Mundo). Alguns envolverão campeões mundiais com promessas de grandes partidas, principalmente se levarmos em consideração de faltam apenas pouco mais de um ano para a Copa da África e muitos times já estão com suas bases formadas (o que não é o caso do Brasil. Na verdade pode até ser, mas longe de ser uma que agrade a torcida).

Sem querer puxar sardinha para nosso lado, o jogo mais importante será Brasil e Itália. Em campo estão os dois últimos campeões mundiais, os dois com mais título - 5 pelo Brasil e 4 pela Itália. Se você procurar num dicionário ilustrado a palavra equilíbrio, é provável que encontre uma foto de alguma partida de Brasil e Itália. Em 12 confrontos, cada seleção venceu cinco e houve dois empates. As duas seleções empatam também em gols marcados: 19 para cada lado. A nossa vantagem fica por conta das duas finais de copas disputadas, ambas vencidas pelo Brasil (o tri em 70 e o tetra em 94).

Pesa ainda o fato das maiores estrelas do Brasil serem bastante conhecidos pelos lados de lá. O trio ofensivo Kaká, Ronaldinho Gaúcho (retornando a seleção) e Pato, além do zagueiro Thiago Silva (que ainda não estreou no futebol italiano) são do Milan. Júlio César, Maicon e Adriano da Inter. O goleiro Doni, o zagueiro Juan e o meia Julio Baptista são da Roma. E ainda tem Felipe Mello da Fiorentina. Enfim, dos 22 convocados por Dunga, 11 jogam no campeonato italiano. E poderia ter mais, se Amauri tivesse sido liberado pela Juventus.

Mas esse não será o único grande confronto da semana. Na quarta-feira a Argentina de Diogo Maradonna pega a reestruturada França, ainda se adaptando a viver sem Zidane. No mesmo dia a Espanha, atual campeã da EuroCopa, pega a Inglaterra, que sempre promete, mas nunca cumpre. A Alemanha jogará contra a Noruega. Serão grandes jogos.

É melhor os brasileiros aproveitarem, não é sempre que a nossa seleção faz um amistoso contra adversários decentes, vide os jogos contra Venezuela, Argélia, etc (com exceção do último contra Portugal). Mas não se acostumem, em agosto o Brasil joga contra a "perigosíssima" Estônia.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dinheiro jogado fora...


Thiago Neves foi transferido para a Alemanha por R$ 22 milhões. Menos de seis meses e apenas seis jogos disputados foi vendido para o Al-Hilal, da Arábia Saudita e agora está de volta ao Fluminense por empréstimo. Souza saiu do São Paulo para o PSG e também não durou uma temporada para retornar ao país para joga no Grêmio. Carlos Alberto, Zé Roberto e muitos outros jogadores são exemplo de "retornados", nome dados aos brasileiros que vão para a Europa como craques e não duram nem uma temporada, fracassam e voltam ao Brasil. Mas esse fenômeno não é exclusividade dos jogadores daqui.

Nesta semana, com o fechamento da janela de tranferências europeias, várias transações provaram que as estrelas de clubes europeus também fracassam e fizeram muitos clubes somarem grandes prejuízos. Literalmente no apagar das luzes, o atacante irlandês Robbie Keane (foto, ainda com a camisa do Liverpool), comprado pelo Liverpool para ser a grande estrela do maior campeão inglês de todos os tempos, acertou o seu retorno para o Totthenham meia temporada depois. Em julho de 2008, Keane havia acertado sua transferência para os Reds por 20 milhões de libras (R$ 66,4 milhões). Especula-se que o Tottenham teria pago cerca de 15 milhões de libras (R$ 49,8 milhões) pelo jogador nessa semana. Ou seja, é a mesma coisa que você vender um carro por R$ 20 mil e na semana seguinte você compra-lo novamente por R$ 15 mil.

Alguns empréstimos mostram que as equipes ainda tem esperanças de não perder os investimentos em jogadores que custaram caro na última temporada. O português Ricardo Quaresma, que saiu do Porto na metade do ano passado para o cosmopolita Internazionale de Milão após 3 espetaculares temporadas no campeonato português, não consegui agradar seu técnico conterrâneo José Mourinho e acaba de ser emprestado para o Chelsea, após jogar apenas 18 partidas com a camisa da Inter (a maioria saindo do banco). Antes disso, quando ainda era uma promessa, Quaresma também fracassou numa curtíssima passagem pelo Barcelona.

Outra transação de empréstimo ocorrida nas últimas horas envolve outro brasileiro. O atacante Jô, que foi comprado pelo multimilionário Manchester City também em julho de 2008 por 19 milhões de libras (R$ 60 milhões) após várias temporadas de sucesso no CSKA Moscou, amargurou meses de reserva no clube inglês e acaba de ser emprestado para o Everton.

Se voltarmos uma ou duas temporada no tempo, percebemos que essas transações não são recentes. Schevchenko chegou a ser eleito o segundo melhor jogador do mundo durante as sete temporadas que esteve no Milan, fora as várias vezes que terminou o calccio com artilheiro. Uma transação milionária - 42 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões) - o levou para o Chelsea, mas o ucraniano nunca mais foi o mesmo. Em duas temporadas marcou somente nove gols e em 2008 já estava de volta ao Milan, muito mais pela sua relação com o clube e a idolatria da torcida do que pelo seu futebol. Talvez por vergonha do estratosférico prejuízo, o Chelsea nunca revelou o valor que o Milan pagou para ter de volta o ucraniano.

O mesmo Milan se arrepende profundamente de ter comprado o atacante Gilardino do Parma e da seleção italiana por 25 milhões de euros (R$ 65 milhões). O jogador não durou três temporadas e, após a chegada de Alexandre Pato e o ressurgimento do caneleiro matador Pippo Inzaghi, perdeu o espaço que tinha e foi transferido para a Fiorentina por 14 milhões de euros (R$ 36,5 milhões)

Como vemos, o mercado inflacionado da bola já desperdiçou muito dinheiro com transações furadas. E olha que por lá eles não usam gravações de DVD para contratar reforços.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"O" Jogo...


Deu Pittsburgh Steelers na final do Super Bowl XLIII. Mas o jogo não foi tão fácil assim como eu pensava. Que bom! Foi um jogaço. Primeiro, no final do primeiro tempo, os Steelers abriram vantagem com um touch down de James Harrison (foto) após interceptar um lançamento ainda na sua defesa e correr 100 jardas terrestres (ou seja, o cara pegou a bola numa ponta do campo e correu até a outra). Foi a maior corrida da história do Super Bowl.

Se não bastasse isso, nos últimos dois minutos e meio os Cardinals de Arizona viraram o placar após dois touch down seguidos, sendo o segundo com Larry Fitzgerald numa arrancada de 64 jardas quando tudo encaminhava para uma vitória dos Steelers. Até que nos últimos segundo nova virada. O time de Pittsburgh deu o troco com uma jogada acrobática de Santonio Holmes e entrou para a história como o maior campeão da história do Super Bowl. E o jogo fica para a história como um dos mais sensacionais de todos os tempos.

Oh zica...



Sete bolas na trave... seis de um mesmo time... quatro do mesmo jogador. Assim poderia ser resumido o jogo de domingo (01) quando o Santos perdeu para o Ituano por 2 a 0. O atacante Kleber Pereira fez a proeza de acertar a trave quatro vezes em menos de 20 minutos.

'Nunca vi nada igual na vida', disse o atacante no final do jogo. Nem eu... Convenhamos, para errar 7 metros de gol e acertar 10 centímetros de trave o cara tem que estar com a mira muito boa. Desse jeito o atacante santista poderia fazer aquele polêmico comercial do Ronaldinho Gaúcho acertando a trave várias vezes seguidas, e sem o uso de computação gráfica. (Relembrem o comercial aqui http://br.youtube.com/watch?v=qYwYYFNAXFU )

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Hoje tem Super Bowl XLIII





Faltam poucas horas para o Super Bowl XLIII, o maior evento esportivo pelo lado comercial do ano.

Vi muito pouco da atual temporada da NFL. Mas pude conferir pelo menos as últimas partidas do Pittsburgh Steelers, na final da Conferência Americana. Gostei do que vi, principalmente do Troy Polamalu (uma mistura de Maria Betânia com o Sho ‘Nuff, o Shogun do Harlem, do filme O Último Dragão) que marcou um touchdown sensacional na final da conferência ao interceptar um lançamento e correr cerca de 40 jardas, selando a vitória sobre o Baltimore Ravens. (Para que não haja problema, o Polamalu é o cara do meio e o Sho ‘Nuff está embaixo).

Não posso falar muita coisa do Arizona Cardinals, vencedores da Conferência Nacional, pois não lembro de nenhum jogo deles. Sei que eles chegam ao seu primeiro Super Bowl enquanto os Steelers tentam entrar para a história como o primeiro hexacampeão da NFL (lembra muito um certo tricolor paulista aqui no Brasil).

Seja pela semelhança com o tricolor, seja pelas partidas que vi, seja pela torcida do Obama (ele confessou que irá torcer pelos Steelers) seja pelo Polamalu - um dos caras mais feios que já vi na vida, mas que joga fácil - acredito que teremos o primeiro hexacapeão da NFL.

Ah, no intervalo do jogo tem um pocket show do Bruce Springsteen...

Uiii...


Depois de Ronaldo Fenômeno confessar após o jogo Brasil e Inglaterra, na Copa do Mundo de 2002, que achava o Beckham cheiroso (é amigos, o comedor de traveco já apresentava antecedentes) a frescura envolvendo o inglês tomou conta do Milan também...

Deu no site do Terra...

Colegas de Milan apertam bumbum de Beckham para ter sorte

Os jogadores do Milan assumiram uma nova superstição. Desde a chegada do inglês David Beckham, o time italiano tem jogado melhor e alcançado melhores resultados. No último final de semana, após o primeiro gol do meia pela equipe, seus companheiros apertaram as suas nádegas, acreditando na sorte que isso trará ao time.

O tento foi marcado na vitória do time milanês por 4 a 1 sobre o Bologna e, quando Beckham correu para comemorar, os meio-campistas Clarence Seedorf e Andrea Pirlo beliscaram o bumbum do colega.

"A Itália é um país cheio de superstições", disse um porta-voz do Milan ao diário britânico The Sun.

Este ritual não é o único ato de superstição na história do futebol. Alguns fatos que ficaram célebres foram o beijo na testa dado pelo zagueiro Laurent Blanc no goleiro francês Fabian Barthez, a numerologia nas convocações Raymond Domenech e o apego do brasileiro Zagallo ao número 13.


Agora imaginem a cena do zagueiro Senderos ou o Seedorf dando uma bulina na nova mascote do time...

A novela Amauri continua


A Vecchia Signora, como é conhecida a Juventus de Turim, dentro do seu direito, vetou a liberação de Amauri para a seleção brasileira. Esse foi só mais um capítulo da polêmica que envolve o jogador. A própria mãe de Amauri deu entrevista neste domingo dizendo que ele não deveria jogar pelo Brasil e esperar a convocação da Itália, após a conclusão do seu processo de naturalização.

Acho que pela Azzurra ele teria muito mais chance de ir para uma Copa do Mundo. Pelo Brasil seria apenas mais um, entrando na fila onde já se encontram Pato, Luis Fabiano, Adriano, Robinho, Nilmar, etc.

Dunga já havia deixado claro que não pretendia convocar Amauri, mas agora voltou atrás demonstrando que coerência não é o seu maior talento. Ao mesmo tempo que o atacante tem o privilégio de ser "disputado" pelas duas maior campeãs do mundo, a cabeça do coitado deve estar a mil com toda essa polêmica. De um lado o sonho de jogar na Seleção Canarinho, de outro uma chance maior e mais clara de jogar uma Copa, e como titular.

Mas fico aqui pensando: apesar de ser bom jogador, ele tem futebol a ponto de ser disputado assim?

Para quem esta alheio ao fato: ao optar por uma seleção, Amauri não pode jogar posteriormente na outra.

Em tempo: Amauri passou em branco na derrota de ontem da Juventus por 3 a 2 para o Cagliari, de virada, e em casa.

Brasileiro da rodada: Alex


O seu time perdeu, mas o zagueiro Alex fez a sua melhor partida com a camisa do Chelsea. Continua com seu velho estilo de rebatedor, mas fez isso com muita maestria. Se o Liverpool demorou para abrir o marcador (o primeiro dos dois gols de Fernando Torres só saiu aos 44 min do segundo tempo) boa parte foi por causa do brasileiro. Confirmou ser um dos exemplos dessa excelente geração de zagueiros que o Brasil vem criando nos últimos anos.

Reds seguem na caça ao Manchester


Pra mim esse era o jogo do fim de semana. Tem também Milan e Lazio, mas não da para comparar com o confronto entre os Blues de Londres e os Reds de Liverpool.

Mas o que está acontecendo com o Chelsea? Os Blues não venceram nenhum clássico nessa temporada, e sempre jogando mal. Nunca os criativos homens de meio-campo conseguem jogar bem na mesma partida. Lampard, Deco, Joe Cole e Ballack (normalmente apenas dois ou três jogam como titulares) estão irreconhecíveis. Errando passes, fugindo do jogo, finalizando mal. Todo jogo pelo menos dois deles fazem partidas pavorosas (com maior incidência do alemão Ballack).

Hoje a peleja se repetiu contra o Liverpool, que por pouco não sai injustamente de campo com um empate por 0 a 0. Graças aos gols de Fernando Torres, ambos nos cinco minutos finais do jogo, o time da terra dos Beatles saiu de campo vencedor em mais uma partida onde o meio-campo do Chelsea não existiu. Ballack errou tudo que podia, Lampard foi expulso (até isso tem acontecido) e Deco veio do banco no segundo tempo, deu uma boa movimentação no começo mas depois sumiu.

Parece que o título da Premier League será mais uma vez vermelho. Ou ficará com os Red Devils de Manchester e os Reds de Liverpool.

Choque de Titãs



A princípio, a idéia do blog era falar de futebol europeu. Mas ele estará aberto também a outros destaques esportivos, tanto que o primeiro post não poderia ser outro mais adequado do que a final do Australia Open, o primeiro Grand Slam do ano (quatro maiores torneio do ano: Australia Open, Roland Garros - França, USA Open e Wimbledon - Inglaterra), que reuniu os dois melhores tenistas do mundo - disparados - Rafael Nadal e Roger Federer.

O jogo durou 4h22 (quem consegue assistir uma partida inteira de tênis na TV?) e foi sensacional. Mesmo assim ficou abaixo da final de Wimbledon no ano passado, na qual os mesmos adversários fizeram o jogo considerado o melhor de todos os tempos e que durou 26 minutos a mais que o jogo de hoje.

A partida deixou claro os sinais que tem sido tão evidentes nos últimos meses: Federer tem problemas de concentração. A frieza do suíço tem feito ele errar bastante em momentos chaves. Mas isso não tem afetado a partida por inteiro, por o ex-número 1 do mundo ainda apronta das suas, principalmente nos dois sets vencidos por ele (duplo 6x3 no segundo e quarto sets). No entanto, nos demais três sets vencidos por Nadal, dois foram no tie break e Federer falhou. No quinto set, o decisivo, Federer pareceu jogar a toalha, e Nadal fez 6 a 2.

No final Federer chorou. Nadal demonstrou o respeito mútuo que um tem como o outro. O suíço perdeu a chance de se igualar a Pete Sampras como o maior vencedor de Grand Slam da história. Mas isso recorde ainda deve vir por aí. Federer ainda deve entrar para a história como o melhor de todos os tempos (o próprio Nadal já disse isso na comemoração do título em Wimbledon em 2008), mas o espanhol com certeza será lembrado pelo dono das vitórias mais memoráveis de todos os tempos. E que venham mais embates entre os dois melhores de todos os tempos.