segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Felipão cai e o mundo do futebol se agita (Parte 1)



Segunda-feira normalmente é um dia fraco para o futebol, ficamos apenas remoendo os acontecimentos do fim de semana. Mas eis que o senhor Roman Abramovic resolve mandar Felipão embora do Chelsea e o mundo do futebol ganha um colorido diferente nessa segunda-feira.

Na estréia desse blog eu já havia dado minha opinião sobre o time do Chelsea e por isso inocento em parte a culpa de Felipão na desastrosa temporada dos Blues. Antes de assumir o time londrino, Felipão vinha de grande sucesso nas seleções brasileira e portuguesa. Mas tem que se destacar que treinar seleção é muito diferente de treinar clube. Seleção você encontra com o jogador dois dias antes da partida, faz um ou dois treinos, joga e vai embora. Clube tem a convivência diária, concentração e o desgaste natural de relacionamentos longos.

A demissão de Felipão também levanta outro assunto: a carreira de técnicos brasileiros no exterior. Se pegarmos nossos tops de linha, todos já tiveram algum fracasso em clubes europeus. Luxemburgo voltou com o rabo entre as pernas após 11 meses de Rela Madrid na temporada de 2005. Em 1994 Parreira assumiu o Valência da Espanha uma semana após a conquista do tetracampeonato e decepcionou. Não durou uma temporada. Também engrossam a lista Abel Braga (Marselha da França, 2000), Lazaroni (Fiorentina da Itália, 1991)

Ouvi hoje que a questão do idioma pode ser a questão das dificuldades. Concordo. Felipão teve que fazer curso intensivo de inglês para poder dar entrevista, mas na hora do jogo, de chamar a atenção dos comandados (coisa que ele adora fazer) era nítida a dificuldade. Felipão ficava só nos gestos. Luxemburgo virou folclore com seu portunhol.

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