quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Contagem regressiva para "O" jogo


Acabo de procurar e marcar no calendário: dia 29 de Novembro de 2009. Um domingo. Para quem assim como eu gosta de futebol tem que fazer o mesmo. Esse será o dia do muito mais do que esperado Barcelona e Real Madrid, no Camp Nou. O clássico, por si só, desde de que eu me entendo por gente, já desperta interesse. Mas as contratações realizadas pelos dois clubes para essa temporada deixaram o jogo ainda mais atrativo.

Em campo estarão nada mais nada menos que os cinco melhores jogadores do mundo no momento. Em qualquer lista feita ao redor do mundo estarão lá presentes Cristiano Ronaldo e Kaká, estrelas do Real, e Messi, Ibrahimovic e Xavi, do Barça. A ordem, quem é o melhor entre eles pode até ser questionada, mas que eles são os melhores da atualidade eles são.

É difícil apontar nesse início de temporada qual dos dois clubes está melhor. O que se sabe é que hoje a dupla centraliza a atenção do mundo. Depois de vários anos ficando à sombra do Campeonato Inglês, os reforços dos dois grandes da Espanha recolocaram o título de Liga das Estrelas ao campeonato local.

Mas o que pensar desse confronto? Não sei. Prefiro apesar ver. Mas me arrisco a dizer que será um jogo de muitos gols, não somente pela qualidade ofensiva das duas equipes, mas pela desconfiança que ambas as defesas despertam. Tanto Real quanto Barcelona possuem zagueiros ruins, tanto no time titular como nas opções do banco.

Ramos, Albiol, Arbeloa, Metzelder e principalmente o luso-brasileiro Pepê não estão no nível da história madrilenha. Puyol, Rafa Marques, Milito e Piqué, embora tenham vínculos com o Barça devido a longa permanência no clube, também já "deram o que tinham que dar". Para completar soma-se a isso o fraquíssimo goleiro Valdes, do Barça, e Casillas, que apesar de excelente arqueiro, não atravessa um bom momento na meta merengue.

Não importa por agora saber quem é melhor. O que importa é que o dia 29 de Novembro de 2009 ficará marcado como o dia em que as maiores estrelas do futebol atual entraram em campo para o duelo mais esperado do ano. E tem mais: em 2009 não tivemos Copa do Mundo nem Euro Copa. A Liga dos Campeões só será decidida em 2010. Logo, não é muita pretensão dizer que o jogador entre os cinco que se destacar nessa partida vai dar um passo bem largo rumo ao título da Fifa de Melhor Jogador do Ano.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Brasileiro da Rodada: Denílson


Ele saiu do São Paulo aos 18 anos. Tinha realizado poucas partidas pelo time principal do Morumbi e muitos se perguntavam como um garoto tão jovem fora parar no poderoso Arsenal. Três temporadas depois, o garoto que deixou Gilberto Silva no banco vem a cada dia demonstrando que o técnico francês Arsene Wenger tinha razão ao apostar nele.

O volante Denílson, que já vinha jogando entre os titulares no ano passado, deve ser efetivado no time principal dos Gunners com a saída de Xabi Alonso e já foi desbancando logo na primeira partida da temporada ao marcar o gol de deu início a goleada do Liverpool por 6 a 1.

Além do gol, Denílson mostrou segurança, maturidade e uma presença em campo invejável. Na sua posição não fica devendo em nada para os convocados de Dunga - Felipe Mello, Gilberto Silva e Josué - e ainda por cima mostra uma qualidade técnica que nenhum dos três possuem. |Se Dunga gostasse de volantes que jogam e marcam, e não apenas de burucutos sem técnica, o ex-são paulino já estaria na seleção.

A temporada começa prometendo


Essa primeira rodada da Premier League mostrou que o campeonato tende mesmo a ser diferente. Assisti a dois jogos por completo - Blackburn Rovers 0 x 2 Manchester City e Everton 1 x 6 Arsenal - e acompanhei os melhores momentos de outros. O Manchester United de Rooney penou para vencer o Blackburn Rovers por 2 a 0. O mesmo sufoco passou o Chelsea, que bateu de virada o Hull City graças a um iluminado Drogba, que marcou duas vezes.

Mas o fim de semana me reservou duas gratas surpresas. O Arsenal, que dos quatro grandes era até então o que despertava desconfiança devido a baixa média de idade do seu elenco, foi o time que mais brilhou. Uma atuação de gala, na maior concepção da palavra. Emplacou um 6 a 1 contra o respeitável Everton, e na casa do adversário. Futebol envolvente, bonito, rápido e todos os demais adjetivos batidos que se dão hoje em dia a times que dão espetáculo em campo. Show de Fabregas, o maestro espanhol, de Denílson, o seguro volante brasileiro, de Arshavin, o mago russo, e de todos os demais jogadores, como o brasileiro/croata Eduardo da Silva e inclusive do cintura-dura do Bendtner.

A outra surpresa foi o Tottenham (foto). Como jogou bonito o time londrino contra nada mais nada menos que o Liverpool, favorito ao título da temporada, mas que começou com o pé esquerdo a disputa. Nem mesmo o inseguro goleiro brasileiro Gomes (presente constantemente na lista de Dunga) e que cometeu um penalti patético conseguiu abalar o resultado do Tottenham. O tradicional time da capital mostrou um futebol envonvente, de toques rápidos, e contou ainda com o Módric inspiradíssimo.

Já o Manchester City ficou no limbo entre a euforia e a decepção. Euforia pelas boas estreias de Adebayor e Tevez (que entrou no segundo tempo no lugar de Robinho) e a promessa de uma campanha bem melhor que a do ano passado e mais digna perante os vultuosos investimentos. A decepção fica por conta do futebol apresentado por Robinho, um fiasco em campo, e pelo aparente desinteresse dos jogadores com mais tempo de casa, como Ireland e em contraste com os estreantes que comandaram as boas investidas do time.

A primeira impressão nem sempre é a que fica, mas a primeira rodada do campeonato inglês pede para ficarmos de olho nos garotos do Arsenal e no time bem arrumado do Tottenham. Mostrou que a vida dos grandes United e Chelsea não será fácil. Que o Liverpool falta um pouco para engrenar e que o Manchester City finalmente fez boas contratações.

A bola rola para os ingleses


Eu não gostava do futebol inglês. Assim eu era uns cinco anos atrás. Não via graça naquele jogo pragmático de bola alçada na área, jogadores sem habilidade e toque de bola sem criatividade. Mas isso mudou. Ambos mudaram. O futebol inglês e minha opinião sobre a Premier League. Na verdade as coisas mudaram a ponto de hoje o mundo inteiro - eu incluso - considerar o campeonato inglês o mais interessante de se assistir no planeta.

Os clubes ingleses são os mais ricos graças a algumas "brechas legislativas". O futebol na Inglaterra é igual banco na Suíça, qualquer um pode chegar com seu dinheiro e aplicar sem precisar prestar contas de onde vem as divisas. Com isso a Premier League se abriu para "investidores" de origens digamos duvidosas, como xeiques árabes e seus petro-dólares e mafiosos russos e seus milhões galgados a partir do desmantelamento estatal da URSS.

Mas não estou aqui para falar disso, e sim do começo da temporada 2009/2010 da Premier League, que teve seu pontapé inicial nesse fim de semana. Agora sim começaram as ligas europeias de verdade. A alemã, que começou semana passada, e a russa, a quase um mês com bola rolando, não me empolgam.

A graça é que essa temporada tem de tudo para ser diferente na Inglaterra. Após anos mandando e desmandando no mercado da bola e contratando os principais craques do planeta, os clubes ingleses perderam algumas de suas estrelas para o futebol espanhol, em especial para o Real Madrid. Para a capital espanhola foram Cristiano Ronaldo do Manchester United e Xabi Alonso e Arbeloa do Liverpool.

Por outro lado não ocorreram grandes contratações. Nunca os clubes da Terra da Rainha gastaram tão pouco. Internamente algumas transações também contribuem para o equilíbrio de forças. O Manchester City, clube modesto no futebol mas pomposo no dinheiro, tirou Tevez do rival United e Adebayor do Arsenal. Tudo isso fará que a disputa seja maior e quem sabe até tenhamos surpresas no topo da tabela.

Manchester United, Arsenal, Liverpool e Chelsea continuam favoritos, mas os pequenos, representados principalmente por Everton, Tottenham, Fulham e Manchester City podem aprontar muito mais do que fizeram nas ultimas temporadas.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Fracasso de seleções pode deixar Copa sem estrelas


As eliminatórias da Copa da África do Sul prometem muitas emoções, como já era previsto. O que ninguém previa eram as consequências que essa competição poderia gerar para o futuro do futebol. Muito mais do que classificar as seleções para o mundial, o torneio pode selar o destino de alguns craques que correm o risco de ficar de fora da maior competição esportiva do mundo.

Há menos de um ano seria impossível alguém achar que jogadores sempre presentes em lista de melhores do mundo, como Messi, Eto'o, Henry (o trio de ouro do Barcelona campeão europeu) Cristiano Ronaldo, Rafa Marques, Ibrahimovic e Schevechenko poderiam ficar fora da Copa. Mas podem. Argentina, Camarões, França, Portugal, México, Suécia e Ucrânia estão entre as seleções que correm o risco de assistir o mundial de casa.

Pensar numa copa sem Argentina seria como pensar um Brasileirão sem Corinthians - ops, mas isso aconteceu a pouco tempo, então pode muito bem ocorrer também. Mas a situação dos hermanos talvez seja a menos delicada, embora preocupante. Se na tabela a salvação parece possível, o difícil é acreditar que Maradonna conseguirá dar uma cara de time aos bicampeões mundiais.

Complicada mesmo está a vida de Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic. Portugal e Suécia estão no mesmo grupo e vêem a cada vez mais líder Dinamarca se credenciar a ficar com a vaga da chave, deixando as duas seleções numa briga direta pela vaga da repescagem. Ou seja, é quase certo que ao menos uma das duas seleções (e consequentemente um dos dois craques) não vá conhecer os estádios africanos no ano que vem. E se não abrirem os olhos a tempo, ambos ficarão de fora, já que hoje quem tem a segunda posição da chave é a Hungria.

Surpreendente é a situação do México. Sempre soberano nas competições das Américas Central e do Norte, onde o futebol ainda é bastante incipiente, a seleção do zagueiro Rafa Marques está em quinto lugar entre os seis times da fase final das eliminatórias, que oferecem três vagas diretas para a Copa e mais uma possibilidade de repescagem contra um time da América do Sul (quem sabe a Argentina). Os mexicanos estão perto de ver a vaga para a Copa ir parar na mão de EUA e Costa Rica (até então nenhuma surpresa) mas também para as zebríssimas El Salvador e Honduras.

Na África a disputa nunca foi fácil, e todos os anos um novo país abocanha o status de surpresa. Seja quem for os países que jogarão praticamente em casa durante a Copa, Camarões se vê cada dia mais longe da Copa. Nem mesmo a estrela de Eto'o parece dar jeito as Leões Africanos, que estão em último na chave de quatro times na qual se classifica apenas o primeiro.

Já a Ucrânia parece seguir o ritmo de decadência de sua principal estrela. Assim como Schevchenko, a seleção do leste Europeu tem provado que foi super estimada nos últimos anos. O time ainda sonha com uma chance na repescagem, mas a classificação direta está praticamente impossível, já que no grupo está uma inspiradíssima Inglaterra (7 jogos e 7 vitórias) e que galopa a passos largos rumo a Copa.

A França de Henry e Ribery também corre riscos, mas os confrontos diretos com os adversários podem lhe render ao menos uma vaga na repescagem pelo grupo que a Sérvia domina e deve ficar com a vaga.

Em contrapartida de todas essas possíveis perdas, a Copa da África tem de tudo para ser palco de redenção do dublê de técnico Dunga, que a cada dia vê mais concreto o seu lugar de comando na seleção canarinho. É verdade amigos, quer queira quer não, Dunga vai ser o técnico do Brasil na Copa.

domingo, 26 de abril de 2009

Brasileiros são destaques no Dia do Goleiro, mas na seleção a dúvida persiste



Hoje (domingo) dia 26 de abril é o dia do goleiro. Nunca o Brasil teve tantos bons guarda-metas a ponto de exportar vários camisas 1 para a Europa. Portugal já há algum tempo investe em arqueiros brasileiros. Mais de 10 atuam na Terrinha, como Helton no Porto e Marcelo Moretto no Benfica. Na Espanha muitos já brilham, como Diego Alves no Almeria e Renan no Valencia. Até na Inglaterra os arqueiros tupiniquins tem aparecido, como Cavalieri (embora tenha poucas chances no Liverpool) e Gomes, que tem aparecido bem no Tottenham.

Mas é na Itália, terra de grandes goleiros como Zenga, Dino Zoff, e é claro Buffon, que os brasileiros obtêm mais sucesso. São sete só na primeira divisão, sendo que os três goleiros do plantel da Roma são brasileiros (o titular Doni, o reserva imediato Artur e o suplente Julio César, ex-Santos, e não o da seleção). Mas quem tem se destaca mesmo são Rubinho, do Genoa, e principalmente Julio Cesar, titular incontestável da Inter e da seleção brasileira e apontado por muitos como o melhor do mundo na atualidade. Os outros brasileiros são Saulo, reserva da Udinese, e o veterano Dida, que voltou a titularidade no Milan.

Resumo da ópera: dos considerados quatro grandes times da Itália (Roma, Milan, Inter e Juventus), três são defendidos por brazucas e apenas a JUve tem um italiano no gol, o titular da Azzura Buffon. Dunga já declarou para que todos ouvissem: "Os melhores goleiros do mundo jogam na Itália", demonstrando clara predileção pelos brasileiros que jogam por lá. Sinais mais do que claros que o ex-corinthiano Rubinho, um dos maiores responsáveis pela ótima campanha do Genoa, deve pintar nas próximas listas de convocação.

E isso pode ser já na Copa das Confederações. Lembrando que para competições oficiais as seleções levam três goleiros, e hoje apenas Julio Cesar é incontestável. Doni pode não agradar a maioria dos brasileiros, mas tem a simpatia de Dunga, e é bem verdade que as vezes que atual pela seleção não comprometeu, inclusive em clássicos contra Uruguai e Argentina. O terceiro nome está vago.

Vários dos goleiros citados acima já passaram pela seleção principal de Dunga. Gomes foi o seu primeiro titular e Diego Alves, Helton, Renan (na seleção olímpica) já tiveram seus nomes em alguma lista. Fábio do Cruzeiro foi o reserva da primeira convocação. Chegou a vez de Rubinho. Já que ficou claro que nenhum goleiro atuando no Brasil deve ter chances com Dunga, é justo que o arqueiro do Genoa tenha uma chance. Dos brazucas na Europa ele só não vem sendo mais espetacular que Julio Cesar.

Momento "Você Sabia?": a posição de goleiro só surgiu em 1871. Até o juiz foi criado primeiro. Os criadores do futebol não queriam que ninguém pudesse por a mão na bola para diferenciar o esporte do rugby.

Ronaldinho e o Milan dão sono...


Tinha tempo que eu não postava nada, mas o jogo do Milan de hoje me fez obrigado a comentar. O resultado foi importantíssimo para os rossoneros, ainda mais com a derrota da Inter para o Napoli e o empate da Juventus contra o Reggina, mas a cada dia que passa esta mais difícil de assistir um jogo do Milan sem ter um ataque dos nervos.

A cena tem se repetido sistematicamente. Da vontade de torcer para que o time saia perdendo o jogo e tenha que correr atrás do resultado, pois do contrário, como o que aconteceu hoje na fácil vitória de 3 a 0 contra o Palermo (dois de Kaká e um do Pipo), o jogo fica em seus instantes finais extremamente enfadonho.

Se eu fosse um dos torcedores do Milan nas arquibancadas do San Siro, pediria ressarcimento de 20% do valor do ingresso na saída do estádio, pois o time só joga de verdade 80% do jogo quando consegue construir um vitória com antecedência.

E dá mais raiva ainda quando, sempre após os 30 minutos do segundo tempo, e com o jogo definido, o técnico Ancelotti enfim pôs as peças de museu que se encontrar no banco de luxo da equipa para jogar. Só aí vemos Ronaldinho e Schevechenko em campo, que entram para simplesmente não fazer nada em menos de 15 minutos.

Scheva consegue a proeza de ficar 15 longos minutos em campo sem tocar na bola (como centroavante que é, fica a mercê dos meias, que resolvem não fazer mais nada) e Ronaldinho parece estar num jogo de exibição, desses realizados no final do ano para arrecadar fundos para a Unicef. Ele entra e só dá toquinho de lado e fazendo firula na faixa esquerda do campo.

Até na seleção ele tem servido só para isso, vide o jogo contra o Peru em Porto Alegre, no qual aconteceu a mesma coisa. Fico imaginando o que passa na cabeça dele: "só agora que você me coloca pra jogar?" pensa o gaúcho em relação ao técnico. "Vou entrar para fazer o quê?" deve ser a ideia do meia ao se chamado para o jogo...

Ainda bem que vi a partida pela ESPN com narração do Palomino e comentários do Antero Greco... ajudou a passar o tempo com o bom-humor dos dois... se fosse o Galvão eu teria mudado de canal ou desligado a televisão.

Ficou provado que Ronaldinho não faz parte dos planos de Ancelotti no Milan. Basta saber quem vai sair primeiro, o brasileiro ou o técnico. Caso Ancelotti saia do Milan (conversa que sempre vem a tona ao final de uma temporada) talvez Ronaldinho teve nova sorte com outro comandante, isso caso o problema do brasileiro seja a falta de motivação gerada pela situação.

Agora se o problema foi falta de empenho do meia em qualquer situação, e se Ancelotti continuar a frente dos rossoneros, acho melhor o gaúcho procurar novos ares, quem sabe no ShowBol.

domingo, 29 de março de 2009

Essa eu nunca vi: a bruxa tá solta no ataque inglês


Era para ser um simples amistoso de preparação para as seleções da Inglaterra e Eslováquia - que folgaram no fim de semana - esquentarem os motores visando a rodada do meio de semana das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2010. E tudo correu como o esperado. Goleada inglesa de 4 a 0 contra a frágil equipe do leste; o astro David Beckham, que entrou bem no segundo tempo, se tornando o segundo jogador que mais atuou pela seleção inglesa, com 109 partidas (à frente dele apenas o goleiro Peter Shilton, com 125 jogos); e mais um show de Rooney, o melhor atacante que pintou na terra da Rainha nos últimos anos.

E se depender da concorrência, Rooney assim será por muito tempo. A bruxa está solta pelos lados ofensivos da equipe comandada pelo italiano Fábio Capello. Vamos aos detalhes. O cronômetro apontava 15 minutos do primeiro tempo, o companheiro de ataque de Rooney, o veterano avante Emile Heskey (na foto junto com Capello), do Aston Villa, tinha acabado de abrir o placar para o English Team quando teve de ser substituído após se chocar com um adversário.

O seu substituto foi Carlton Cole, que ficou apenas 20 minutos em campo, sentiu uma dor na virilha e teve de sair, ainda no primeiro tempo, dando lugar ao grandalhão Peter Crouch. E adivinha quem sentiu o tornozelo antes da metade do segundo tempo e deixou o jogo? Peter Crouch, óbvio...

Resumo da ópera: Rooney teve três companheiros de ataque diferentes na partida... os três saíram machucados, um substituindo o outro... para sorte do técnico Capello, amistosos tem um limite de substituições maior e por isso pode fazer todas as trocas necessárias... porém, os três atacante viraram duvida para o jogo de quarta-feira contra a Ucrânia, esse sim valendo muito: uma classificação para a Copa da África do Sul.

Caso nenhum atacante possa jogar ao lado de Rooney na quarta, é bem provável que o Beckham entre como quinto homem do meio de campo, ao lado de Gerard, Lampard (mesmo com Lampard tendo que ficar mais atrás esse seria um meio-campo dos sonhos), Lennon e Barry, enquanto Rooney "Shrek" faz a referencia na frente.

Os ingleses lideram o Grupo 6 das Eliminatórias de forma invicta, quatro jogos e quatro vitórias. Já os eslovacos, que apesar da chinelada, estão bem no Grupo 3, em segundo lugar, atrás da Irlanda do Norte, e pegam a República Tcheca também na quarta-feira.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Parece que Dunga não vê futebol...


Uma nova lista de convocados de Dunga saiu nessa semana e novamente, como já é de praxe deste de que foi criada a seleção brasileira, as contestações surgiram logo após o anúncio dos 22 nomes. A impressão que se tem é que Dunga não cumpre a obrigação básica de um técnico de seleção nacional: assistir os jogos dos principais times do mundo na qual jogam seus selecionáveis. Só isso poderia justificar alguns nomes na lista do técnico e principalmente a ausência de muitos outros.

Para o ataque tudo está em casa. Keirisson, Washington, Borges, Kléber, Amauri e agora Ronaldo e Fred terão que esperar, já que o quarteto convocado por Dunga (Luís Fabiano, Adriano, Pato e Robinho) tem atuado bem e não há motivos para substituições, pelo menos por enquanto. Só que ataque, com excessão da temporada pré-Copa de 2002, quando tivemos que apelar para a improvável dupla Luisão e Edilson, nunca foi problema para a seleção.

O problema começa a surgir do meio para trás. Será que Dunga não vê o Campeonato Espanhol e sabe que Marcelo tem jogado mais no meio do que na lateral-esquerda do Real Madrid? Será que não vê também o Inglês e notou que Fábio Aurélio, do Liverpool, é hoje um dos melhor jogadores do mundo na posição?

Será que ele não vê o Italiano ou ninguém o informou que Thiago Silva (com certeza um futuro titular da seleção e que provavelmente será um dos maiores zagueiros brasileiros da história) ainda não jogou pelo Milan e está parado desde o início do ano? E que Alex, do Chelsea, ganhou a titularidade do time londrino e tem feito excelentes atuações?

Será que ele não vê que Renato, do Sevilla, voltou a ser um dos pilares - e marcando gols - do meio-campo do terceiro colocado do campeonato espanhol? E o alemão? Será que Dunga já viu alguma partida de Diego pelo Werden Bremmen? Pensando bem, acho que Dunga tem visto o campeonato grego, só para convocar o questionável Gilberto Silva.

Ah, ele também vê o português, já que cogitou convocar o Hulk, do Porto. Não se assustem se o atacante dublê de monstro esverdeado se tornar o novo Afonso Alves da lista de Dunga. E por falar no folclórico atacante, que joga atualmente no Middlesbrough, tem feito jogos sofríveis. Mas como joga na Inglaterra, provavelmente Dunga não deve ter visto... portanto, não duvide do que possa acontecer no futuro...

Brasileiro da rodada: Grafite


Se atuasse no Brasil, Grafite estaria no domingo pedindo música no Fantástico. É assim que o programa da Globo homenageia o jogador que tenha marcado três gols numa mesma partida no fim de semana, assim como o brasileiro fez na sexta-feira na abertura da 24ª rodada do Campeonato Alemão, quando sua equipe, o Wolfsburg, bateu o Schalke 04 por 4 a 3 de virada.

Grafite roubou a cena. Sofreu e depois converteu o pênalti que empatou o jogo, deu a assistência para o gol da virada e ainda marcou o terceiro e o quarto gol de sua equipe. Com os gols ele entrou para a história como o maior artilheiro do Wolfsburg em uma única edição do Campeonato Alemão, tendo até o momento 17 gols na atual temporada da Bundesliga e que está na vice-liderança da artilharia, com só um gol a menos que Ibsevic, do Hoffenheim.

Em 2006 ele deixou o São Paulo de forma conturbada para jogar no modestíssimo Le Mans, da França e no ano seguinte já desembargava na terra do chucrute para jogar pelo Wolfsburg, time que nunca venceu a Bundesliga, mas que vem atravessando bom momento desde então.

Antes de ir para a Europa, 2005 foi o ano de Grafite, seja pelos títulos ou pelas polêmicas. Em abril, durante um jogo da Libertadores contra o Quilmes, da Argentina, Grafite discutiu com o zagueiro adversário Desábato, que o teria ofendido com expressões de cunho racista. O brasileiro foi expulso, mas algumas ofensas foram captadas pela televisão. Ainda no vestiário Grafite prestou queixa e no final da partida a polícia entrou em campo e prendeu o zagueiro argentino, deixando detido por dois dias antes de retornar à Argentina, acusado de injúria com agravante de racismo. O caso tomou repercussão internacional e Grafite virou um símbolo da luta contra o racismo.

Voltando a falar de futebol, falta ainda para Grafitte atuar num clube de maior expressão na Europa, ou pelo menos numa grande Liga europeia, já que até hoje ele jogou apenas nos fracos campeonatos alemão e francês, além de uma passagem sem gols em 2003 pelo Anyang da Coreia do Sul. Comparativamente, os clubes pelo qual passou no velho continente tem relevância internacional infinitamente menor do que seu ex-clube, o São Paulo, onde conquistou seus maiores (e únicos) títulos na carreira, a Libertadores e o Mundial de Clubes da Fifa, em 2005, além do Paulistão deste mesmo ano.

Talvez após passar por desafios maiores Grafite possa enfim receber os méritos que merece.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Cristiano Ronaldo é fã de Ivete... e de Bruno e Marrone???


Em entrevista exclusiva pra a ESPN Brasil, o português e melhor jogador do mundo Cristiano Ronaldo assumiu que é fã de Ivete Sangalo e que gosta de todas as músicas da musa baiana. Aliás confessou que ouve as músicas dela no caminho do estádio antes das partidas do Manchester United. Até arriscou cantarolar a música Berimbau Metalizado.

Ele também disse gostar de uma tal dupla chamada Runo e Marrom... acho que era Bruno e Marrone, mas deixa para lá, já que até ele riu quando disse que gostava da dupla (enfim, deve ter se tocado). Quem quiser tirar a prova veja o vídeo no youtube da entrevista (http://www.youtube.com/watch?v=jqPcS19JELI).

Ele que já foi pego fazendo algo parecido com a dança do siri (foto) mostrou que está antenado com o Brasil, mesmo que tenha um gosto duvidoso. Mas a entrevista não era sobre música, mas também sobre futebol. Ronaldo diz que sente falta de Luiz Felipe Scolari, que foi o técnico que o lançou na seleção portuguesa e que se tornou seu grande amigo.

Sequei o Barça, sem querer


Hoje me sinto um pouco culpado. Será que meu post reclamando que os campeonatos europeus estariam chatos deu uma "secada" no Barcelona? Tenha ou não participação nisso, a verdade é que o Barça tropeçou nas últimas três rodadas do Campeonato Espanhol, a Liga das Estrelas, e viu o Real Madrid praticamente dizimar a até então enorme vantagem que separava os dois principais clubes da Espanha na tabela de classificação.

Ontem o Barça perdeu novamente, agora para o Atlético de Madrid, por 4 a 3 de virada, gol do argentino Aguero (o genro de Maradonna e que na foto acima da uma bela entortada em Puyol) aos 44 minutos do segundo tempo. Na rodada passada o Barça já havia sucumbido diante do Espanyol e, somando-se ao empate na rodada anterior frente ao Betis por 2 a 2 são três tropeços nas três últimas rodadas. Se levarmos em conta que a equipe empatou com o Lyon pela Champions League no meio de semana são quatro jogos sem vitória do time considerado até então o melhor da Europa ao lado do Manchester United.

Com isso a enfadonha Liga Espanhola ganha uma dose extra de emoção daqui para frente. O Real venceu as últimas três partidas, inclusive a de ontem contra o próprio Espanyol. Com isso a vantagem do Barça que já foi de 12 pontos caiu para apenas 4 faltando 13 rodadas para o término da competição, ou seja, ainda restam 39 pontos em disputa.

Sorte do Barça que os confrontos diretos entre as duas equipes já foram realizados e basta o time da Catalunha retomar as vitórias que o título virá para a equipe de Messi, Eto'o, Henry e companhia. Mas caso volte a tropeçar, o Real Madrid, mesmo longe de ser o time dos Galáticos como no início dessa década, rouba a taça.

domingo, 1 de março de 2009

Brasileiro da rodada: Anderson


Ele não foi o melhor em campo na decisão da Carling Cup, conquistada pelo seu clube, o Manchester United, após vitória nos penaltis sobre o Tottenham. Ele nem foi titular, entrou no decorrer do jogo, mas jogou muito bem e deu uma velocidade e mais dinâmica ao meio campo dos Red Devils. Mas não foi isso que fez de Anderson o brasileiro da rodada de fim de semana na Europa.

A escolha se baseia num simples detalhe. Sempre que for mostrada a cena decisiva desse importante título para o Manchester será a imagem do brasileiro que irá aparecer. Coube a Anderson a quarta e última penalidade que sacramentou a vitória dos Red Devils. Por duas ou três vezes o brasileiro deu duas arrancadas pelo meio campo lembrando bem o tempo em que jogava no Grêmio e no Porto, quando atuava com mais liberdade e menos preocupação com marcação. Também teve algumas oportunidades de marcar o gol durante o tempo regulamentar, mas assim como os demais não conseguiu tirar do placar os zeros que persistiram até as penalidades.

Foi um bom retorno para um jogador que ficou algumas semanas parado por causa de um contusão que o tirou inclusive do amistoso daseleção brasileira contra a Itália. Anderson provavelmente jogaria no time titular, no lugar de Elano, que brilhou no jogo contra a Azzura. É bom o jogador voltar a ter boas atuações no Manchester, pois a concorrência para a posição de segundo volante está bem disputada, principalmente após as boas partidas de Júlio Baptista e do próprio Elano.

Mas aqui cabe um adendo. O goleiro Júlio César foi, no balanço final da semana, o verdadeiro melhor jogador brasileiro da semana por causa das importantes defesas no jogo da Inter contra o Manchester na terça-feira pela Champions League. Porém, hoje ele esteve inseguro contra a Roma, no suado 3 a 3 que sua equipe dteve que buscar mesmo jogando em casa e com a ajuda do juíz, num penalti bem mandrake.

A três passos do paraíso



O projeto do Manchester de conquistar a quíntupla coroa na temporada continua de pé. E hoje eu cheguei a duvidar que seria possível. Após conquistar o titulo mundial em dezembro, veio hoje a segunda conquista da temporada após a decisão da Copa da Liga Inglesa, decidida apenas nos penaltis, contra o Tottenham Hotspurs, após um diputadíssimo 0 a 0.

O jogo foi muito bom, com direito a bola na trave de Cristiano Ronaldo no último segundo do tempo regulamentar. E o Tottenham ainda se deu ao direito de ser melhor em campo e nem de perto parecia a equipoe que está apenas em 14ª colocação da Premier League, com apenas sete vitórias em 26 jogos.

Um brasileiro em especial perdeu a chance de ser o herói do jogo e se firmar na equipe de Londres nessa grande final. O goleiro Gomes, que chegou ao Tottenham no início dessa temporada, segue ainda carregando a desconfiança da torcida inglesa e por pouco não defendeu duas das quatro penalidades convertidas pelo Manchester. Coube então a Ben Foster (destaque na foto), terceiro goleiro do Manchester e que substituiu Van der Sar nessa decisão, a papel do herói ao defender logo de cara a primeira cobrança dos londrinos, feita por O'Hara.

Essa foi a terceira vez que os Red Devils conquistaram a taça da Copa da Liga Inglesa (1992, 2006 e agora 2009), chamada de Carling Cup. Para atingir o objetivo dos cinco títulos possíveis dessa temporada, o Manchester ainda vai em busca da Copa da Inglaterra (FA Cup), do Campeonato Inglês - esse praticamente garantido - e o ápice da temporada, o bicampeonato da Champions League.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Folia na Champions League


Para quem, assim como eu, não curte muito a folia que toma conta das ruas, esse meio de semana promete muita emoção na frente da tevê. Retornam nessa terça e quarta os confrontos da Champions League. Desde o final do ano passado, quando o sorteio pôs frente a frente grandes equipes do velho continente já na primeira rodada do mata-mata, essa semana é esperada pelos amantes do bom futebol.

Destaque para os três confrontos entre italianos e ingleses. Na terça a Inter recebe o Manchester no San Siro. Enquanto os italianos querem mostrar que podem ter o mesmo sucesso do campeonato italiano também na Europa, os Red Devils querem mostrar que o bom momento não se limita a liga inglesa. Já na Terra da Rainha serão dois jogos. Também na terça o Arsenal pega a Roma, num jogo que põe frente a frente duas equipes que jogam bonito, mas que estão devendo na tabela de classificação de seus campeonatos nacionais. E na quarta o Chelsea, ainda uma incógnita nesse início de trabalho do técnico holandês Gus Hiddink, substituto de Felipão, recebe a Juventus, vice-líder do campeonato italiano.

Além dos jogos ítalo-britânicos, outra partida de destaque terá em campo dois dos maiores campeões do torneio. Real Madrid com 9 conquista pega o Liverpool, com 5 títulos de Champions. A curiosidade desse jogo é que muita coisa mudou desde o sorteio das partidas, em dezembro, até hoje. No final do ano passado o Real estava em baixa, mas hoje o time tem se acertado e feito boas atuações. Já o Liverpool era líder na Inglaterra no final da primeira fase da Champions, mas agora tem acumulado vários empates que o distanciaram da ponta da tabela.

Com todos esses ingredientes, a palavra "equilíbrio" nunca foi tão bem empregada numa rodada de oitavas-de-final de Champions League. O leve favoritismo deve ficar por conta dos times que jogarem em casa, mas não será surpresa se algum dos visitantes arrancar uma vitória magra, porém que pode render muito no jogo da volta. O único jogo que foge dessa regra será Barcelona e Lyon. O Barça vem demonstrando o futebol mais bonito do velho continente e não deve dar chances ao Lyon, que há vários anos mostra que, apesar dos sete títulos consecutivos no Campeoanto Francês, não tem força fora de seus domínios.

Atlético de Madrid e Porto, e Sporting Lisboa e Bayern Munique também farão jogos importantes e bem disputados, porém um pouco menos badalados que os outros jogos. Por culpa do sorteio (e também pelo tropeço de alguns grandes na fase de classificação) o confronto que destoa do resto da rodada é Villarreal e Panathinaikos. O jogo tem mais cara de Copa da Uefa (campeonato disputado pelos times de segunda linha da europa) do que de uma fase final de Champions League. Bem que poderia ser Milan e Werder Bremen, esse sim um confronto de Champions, mas que vai acontecer na quinta-feira pela Copa da Uefa

Tudo bem encaminhado no Velho Continente


Os campeonatos nacionais da Europa não estiveram tão sem graça. As partidas continuam bem jogadas, os estádios continuam lotados, os jogadores continuam fazendo boas partidas... mas no quesito disputa na tabela a coisa tá pra lá de chata. Nas principais ligas a entrega da taça aos campeões parece apenas uma questão de tempo.

Itália, Inglaterra, Espanha, e principalmente França, a cada rodada, os líderes vão se desgarrando mais e partem para conquistas que devem ser comemoradas com algumas rodadas de antecedência.

Na Itália a receita é sempre a mesma. Haja o que houver a Inter sempre vence (foto). E tem sido assim em praticamente todas as rodadas. Quando as coisas parecem complicar para o atual tricampeão italiano, eis que surge o braço de Adriano para mais um gol irregular, ou então uma atuação memorável de Júlio César - apesar da Inter ter um bom time, o goleiro brasileiro tem trabalhado bastante - e no final tudo da certo para os interistas. Juventus (nove pontos a menos) e Milan (há 11 pontos do líder) não jogaram a toalha, mas a cada fim de semana parece mais certo que a disputa será mesmo pelas vagas da Champions League muito mais do que pelo scudetto.

Na Terra da Rainha, o Manchester segue com sua precisão cirúrgica, vencendo todos os adversários e aproveitando a inconstância de Liverpool, Chelsea e Arsenal. Após ficar 14 jogos sem tomar nenhum gol (a invencibilidade da meta dos Red Devils só foi quebrada na última rodada na vitória por 2 a 1 sobre o Blackburn) o time de Sir Alex Fergunson já tem 7 pontos de vantagem para o Liverpool, que só empatou em casa com o Manchester City, de Robinho, por 1 a 1.

Na Espanha o Barcelona tropeçou na última rodada perdendo o derby da Catalunha para o Espanyol (até então lanterna do campeonato) por 2 a 1 e em casa, algo que não acontecia há 26 anos e perdeu a invencibilidade de 22 jogos na Liga das Estrelas. O Real por sua vez deu show contra o Betis vencendo por 6 a 1. Muitos se empolgaram com os resultados da rodada, mas os 7 pontos de vantagem do Barça sobre os rivais merengues provam que a virada continua complicada.

Na França fica até sem graça de comentar. Lembram daquele ditado "em terra de cego quem tem um olho é rei"? Ele pode se aplicar perfeitamente ao Campeonato Francês. O Lyon parece ser o único time de verdade no torneio e caminha tranquilamente para seu... hum... (contando nos dedos: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e agora possivelmente 2009) oitavo título consecutivo. Pode acontecer de tudo no campeonato Francês (um dos mais fracos da Europa), mas no final sempre dá Lyon. Este ano as coisas estão até equilibradas se comparado a anos anteriores, mas parece que tudo encaminha para o trivial. Após 25 rodadas a vantagem do time de Juninho Pernambucano e Cris (que marcou na vitória sobre o Nancy por 2 a 0) subiu para 6 pontos sobre o PSG.

Os campeonatos que ainda reservam alguma "diversão" também tem algo em comum. Os times pequenos estão dando as cartas na Alemanha e na Holanda. No campeonato holandês o pequeno AZ Alkmaar está desbancando os favoritos Ajax, PSV e Twente e parece que irá conquistar seu segundo título em 111 anos de campeonato Holandês (o primeiro e único foi na temporada 1980/1981). O time tem 9 pontos de vantagem sobre o Twente, 12 para o Ajax e 15 sobre o PSV, atual tetracampeão, além de ter o segundo melhor ataque e a melhor defesa. Trata-se de uma verdadeira revolução, já que nos últimos 43 anos Ajax, PSV e Feyenoord conquistaram todas as edições do Holandês. A exceção foi justamente o título do AZ em 1981.

Já no alemão - esse sim um campeonato em aberto, sem favoritos e sem prognósticos - o Hoffenheim perdeu força e viu a chegada dos grandes Leverkusen, Hamburgo (que assumiu a ponta após vencer o clássico contra o Leverkusen), Hertha e Bayern, mas continua ali no bolo. Mesmo perdendo a liderança nas últimas duas semanas, após estar quase metade do campeonato na frente, o pequenino time ainda está na briga, na vice-liderança, e não seria uma surpresa se levar o caneco da Bundesligue pela primeira vez.

Apesar de tudo que falei nesse mega-post, os campeonatos europeus continuam sendo uma grande atração para quem gosta de futebol bem jogado, mas tem que escolher bem o jogo, por lá também rolam muitas peladas.

Brasileiro da rodada: Taddei


A iminente (e por que não dizer também eminente, dada a sua importância) rodada da Champions League fez muitos times grandes da Europa não escalarem seus principais jogadores para as partidas do último fim de semana. Isso significa, em outras palavras, muitos brasileiros fora de atividade. Sejam poupados ou por contusão, jogadores como Pato, Ronaldinho, Kaká, Anderson, Fábio Aurélio entre outros, não desfilaram pelos gramados do velho mundo nesse fim de semana, ou então entraram por pouco tempo.

Mas não foi por isso que Taddei foi o escolhido da rodada. Tudo bem que foi dele o golaço marcado contra o Siena (clube que já defendeu de 2002 a 2005) que decretou a vitória da Roma pela contagem mínima e que levou a equipe da capital à zona de classificação à próxima Liga dos Campeões. E lá foi ele na sua comemoração característica, colocando a mão dentro da camisa e batendo no peito. Mas não foi só isso.

O meia brasileiro já há bastante tempo conquistou o respeito e admiração dos italianos. Até a temporada passada, ele fazia ao lado de Mancini uma das duplas brasileiras de maior sucesso na Europa. Com a chegada de alguns reforços, como Júlio Baptista, Taddei foi aos poucos perdendo espaço cativo no time titular, mas não deixou de ganhar a confiança do técnico Luciano Spalletti e tem jogado muitas partidas.

Taddei nem de longe lembra o meia de altos e baixos do tempo do Palmeiras e na sua quarta temporada com a camisa romana mostra que sua versatilidade (podendo atuar no ataque, armando ou até marcando) faz dele umas das principais peças do time da capital italiana. Pelo visto a Roma é um time que faz mesmo bem aos brasileiros que são contestados pelos lados de cá, vide Doni, Júlio Baptista, Cicinho...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os injustiçados



Assistindo nos últimos dias as brilhantes atuações do incansável galês Ryan Giggs (foto acima), do Manchester United, parei para pensar como o futebol é ainda mais injusto do que eu imaginava. Quando chegamos na época de uma Copa do Mundo, assim que o técnico de nossa seleção divulga a lista dos convocados, sempre surgem comentários sobre os craques que injustamente não estão presentes na relação.

Alguns grandes nomes como Djalminha, Alex (Fenerbach da Turquia, e que eu ainda sonho em ver na seleçção um dia), e puxando um pouco mais na história Friedenreich, Heleno de Freitas, Dirceu Lopes, craques em suas épocas, nunca disputaram uma Copa. Fora do Brasil, outros ilustres nomes nunca desfilaram seu talento na maior competição de futebol do mundo: Eric Cantona pela França, Di Stefáno pela Espanha (embora fosse argentino), o irlandês George Best, entre outros, cada um no seu motivo, seja por contusão, brigas, ou idade avançada, não acompanharam suas seleções em Copas do Mundo.

Outras talentosos jogadores contemporâneos conseguiram esse feito de forma quase que dramática. Schevchenko, quando ainda era um bom jogador, conseguiu levar a Ucrânia para a Copa da Alemanha (a desastrosa campanha do país na Copa não interessa). Cech e Nedved também passaram vergonha com a República Tcheca em 2006, mas pelo menos lá estavam em uma Copa. Drogba, Touré e Eboué aproveitaram bastante a chance que tiveram, também na Copa da Alemanha, com a seleção da Costa do Marfim. Sabe-se lá quando retornaram a um Mundial novamente.

Porém, acho ainda mais injusto um caso como o de Giggs, pois seu problema é a fragilidade de sua seleção nacional. O País de Galês só participou até hoje da Copa de 58 e Giggs tentou em vão classificar seu país nas edições de 1998, 2002 e 2006. Será que ele terá pulmão para as eliminatórias de 2010? Pelo que vem apresentando nos Red Devils a sua parte com certeza ele irá cumprir, vai faltar o restante da seleção galesa colaborar.

Só que Giggs não é um caso isolado. Pelo menos o galês ainda tem uma remota, mas existente, chance de milagrosamente classificar o time para 2010. E o que dizer de George Weah? O liberiano (segunda foto) é ainda mais ilustre na lista dos "sem copas" por que é até hoje o único jogador africano a ganhar o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa (1995, quando jogava pelo Milan) e única também a nunca ter jogado uma copa. A Libéria é um dos países que figuram na lista dos que nunca disputaram uma Copa.

Caso tivesse nascido em qualquer outro país do mundo, Weah teria sem dúvida disputado várias copas. Ele encerrou a carreira em 2002 e hoje é o maior nome do seu país natal, em todas as áreas. Cogita-se até em um dia se candidatar a presidente da Libéria, tamanho a sua idolatria no país. Quem não o conheceu em campo, poderá revê-lo no ano que vem, na Copa do Mundo da África do Sul, na qual ele será umas das figuras mais importantes nos bastidores da competição.

É verdade que ele perdeu a chance de realizar o grande sonho de qualquer jogador de futebol, mas acho que quem saiu perdendo mesmo fomos nós expectadores.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma tarde de segunda com emoção, lágrimas, e vencendo metas...


Das trevas a glória em 328 dias. Esse foi o período que separou o brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva dos aplausos dos torcedores do Arsenal. Lembro como se fosse hoje do dia 23 de fevereiro de 2008, uma final da manhã de sábado, quando eu tive o desprazer de presenciar, ao vivo pela televisão, uma das cenas mais chocantes que já vi no futebol, quando o zagueiro carniceiro Martin Taylor, do Birmingham, deu uma entrada criminosa que literalmente partiu a perna de Eduardo ao meio (quem viu a cena sabe que não estou exagerando). Foi o tipo de cena que sinto arrepios sempre que vejo fotos na Internet e viro o rosto quando os canais de televisão teimam em repetir à exaustão. Não recomendo jogarem o nome "Eduardo da Silva" no Google e nem no youtube.

Na época surgiram vários diagnósticos que apontavam até que o jogador teria que amputar a perna. Passada a fase da exagerada e precipitada conclusão, a dúvida que surgiu nem era se ele voltaria um dia a jogar futebol, e sim se ele voltaria a andar. E foi assim que o atacante foi preenchendo esse período de quase um ano, cada dia vencendo uma etapa e traçando novas metas.

A primeira delas era voltar a andar. E ele voltou. Alguns meses depois a nova meta era voltar a jogar futebol. E ele voltou. Em 16 de dezembro, o atleta atuou por 45 minutos no jogo entre os times reservas do Arsenal e Portsmouth, no estádio Underhill, em Londres, inclusive acertando uma bola na trave. Em janeiro deste ano jogou 90 minutos novamente pela equipe reserva dos Gunners e chegou a marcar um gol contra o Stoke, mas estava em impedimento. No meio da semana passada Eduardo jogou alguns minutos pela seleção croata na vitória contra a Romênia por 2 a 1, em Bucareste. E ele foi o autor do passe para o gol da vitória assinalado por Niko Kranjcar.

Faltava a última e decisiva etapa, mostrar que voltaria a jogar o bom futebol que vinha apresentado no Arsenal antes da fratura. E ele novamente venceu essa meta. O atacante foi decisivo na goleada por 4 a 0 sobre o Cardiff, no Emirates Stadium, casa do Arsenal, em jogo válido pela Copa da Inglaterra (FA Cup), hoje a tarde, marcando dois gols no seu retorno oficial.

Aos 19 minutos Eduardo marcou de cabeça após mais de um ano, já que seu último gol havia sido duas semanas antes da fratura na perna, e foi ovacionado pela torcida do Arsenal enquanto chorava no gramado abraçado pelo time inteiro dos Gunners . E ele voltaria a marcar no segundo tempo, aos 14, após ser derrubado na área e cobrar o penalti. Na comemoração, o jogador foi abraçar o médico do clube, Tony Colbert, um dos estiveram ao seu lado durante o longo e incerto período de recuperação. Ele não marcava dois gols numa mesma partida desde dezembro de 2007.

Além dos gols, o jogador fez uma boa partida, mostrou boa movimentação e deixou claro que está recuperado da gravíssima lesão. Quando foi substituído, aos 22 do segundo tempo, nova ovação pela torcida. Foi o sentimento de dever cumprido, não dos 67 minutos que esteve em campo, mas pelos 328 dias em que a dúvida e as metas a seu caminho foram as principais adversário do atacante.

Pela segunda segunda-feira seguida em venho ao blog para postar aquilo que acaba sendo o principal fato da semana. Estou começando a mudar os meus conceitos... segunda-feira também é dia de boleiro.

Brasileiro da rodada: Adriano


Adotando o mesmo critério da Fifa, que sempre escolhe o jogador que mais se destaca e não o melhor jogador, resolvi eleger Adriano o brasileiro da rodada deste fim de semana. O seu gol de mão no derby milanês contra o Milan (segunda foto) abriu a vitória que garante uma boa vantagem de nove pontos para o segundo colocado do calccio, a Juventus, e 11 em relação ao próprio Milan, e deixa os tricampeões italianos bem perto do tetra.

Mas a partida de Adriano não se restringe apenas ao gol de mão. Ele jogou bem sim. Mourinho aos poucos vai retomando a confiança no brasileiro. O Imperador deve se aproveitar da falta de concorrência qualificada no plantel da Inter (os argentinos Crespo e Júlio Cruz não enganam mais ninguém, e Balotelli vive em entrigas com o técnico) e deve cada vez mais se firmar como parceiro de Ibrahimovic no ataque interista.

Lembro bem de outro gol de mão do Imperador em um clássico. Na vitória do São Paulo sobre o Palmeiras... boa lembrança...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cara-de-pau à Italiana: Será que jogador é mais burro do que a gente pensa?



Luca Toni entrou bem no segundo tempo, infernizou a zaga brasileira que não conseguiu marcar direito o atacante que sabe usar bem to da a sua altura para proteger a bola. Só Júlio César conseguiu dar jeito no atacante e anular suas tentativas. Quem sabe se ele tivesse começado o jogo no lugar de Gillardino a história teria sido outra.

Mas o que chamou a atenção foi o lance que Toni "carregou" a bola com a mão, marcou o gol e ainda saiu reclamando com a arbitragem. Será que jogador de futebol é mais burro do que a gente pensa? Será que ele se esquece que no campo existem dezenas de câmeras? E, ao reclamar da marcação do juiz, a primeira coisa que as televisões vão fazer é mostrar o replay? Botar a mão na bola, tentar ludibriar o arbitro, fazem parte do jogo. Agora reclamar e tentar enganar câmeras já é burrice.

Vejam o lance no vídeo acima. Tentem abstrair a narração do Galvão.

Novamente Brasil joga bem contra times fortes


O Brasil venceu e convenceu. Convenceu que o futebol da seleção flui quando joga com adversário que sabem jogar e deixam jogar. Assim foi contra Portugal e assim foi nas duas vitórias contra a Argentina nessa era Dunga. E por que isso acontece? Por que os adversários se preocupam também em jogar e acabam involuntariamente deixando espaços, e nesses espaços o talento brasileiro sempre aparece.

O problema continua sendo quando a equipe joga contra adversário menos qualificados ou que se dedicam apenas e exclusivamente a marcação. Nessas horas o talento individual pode não ser o suficiente e entra a necessidade do dedo do técnico, com jogadas ensaiadas, esquemas táticos flexíveis, que se adequam a necessidade. Isso Dunga não sabe fazer.

Mas falando do jogo, foram dois tempos distintos. O primeiro foi impecável. Sou obrigado o torcer o braço por Elano.O melhor jogador em campo do amistoso já despertou minha desconfiança por muito tempo, mas tem provado que pode sim cavar uma vaga no quadrado de meio campo brasileiro ao lado de Kaká, Ronaldinho Gaúcho e um volante de marcação. Elano pode muito bem cumprir a função que se esperava de Juninho Pernambucano na Copa de 2006, isso claro, se Parreira tivesse permitido que ele jogasse.

Robinho também foi um show a parte. O gol foi lindo, não só pela entortada em Zambrotta mas também pela roubada de bola do displicente Pirlo. Ronaldinho Gaúcho voltou a jogar bem, não como antes de 2006, mas mostrando criatividade. Mostrou alguns dribles e lances de habilidade, mas que na maioria das vezes parecia mais presepada do que algo produtivo para o time. Jogou mais para os italianos verem, talvez com um gostinho de vingança contra a reserva que vem amargando no Milan.

As escalações iniciais foram determinantes para o predomínio brasileiro no primeiro tempo. Dunga abriu mão dos dois volantes de marcação (Josué e Gilberto Silva) e escalou só o segundo. Com Felipe Mello no lugar de Josué o time ganhou mais mobilidade, velocidade, saída de bola e precisão no passe. Não que Felipe Mello seja a solução do problema, longe disso, mas a modificação sim é uma boa solução.

Já Marcelo Lippi deixou de fora a dupla de ataque que todos esperavam. Em vez de Toni e Rossi, entrou com Gillardino e Di Natali. No segundo tempo, além de trocar a dupla de ataque, Lippi mexeu no meio campo colocando Camoranesi e Perrota. A Itália equilibrou as forças no começo e aos poucos tomou conta do jogo. O Brasil sumiu em campo e teve que contar com milagres de Júlio César.

Novamente faltou pulso para Dunga pra mexer no time na hora certa. Se não fosse Júlio César anulando as tentativas de Luca Toni, o jogo poderia ter terminado num empate. Dunga sobrevive mas alguns meses. Nas próximas rodadas das eliminatórias pra a Copa é que mora o perigo, quando voltar a enfrentar equipes inferiores e que se dedicam apenas a marcação.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Felipão cai e o mundo do futebol se agita (Parte 2)


Felipão desempregado acaba linkando com inúmeros acontecimentos que podem desencadear uma revolução no cenário futebolístico. O que poderia ser uma simples queda de um técnico, coisa tão corriqueira, dá reflexos diretos na seleção Brasileira e seleção portuguesa. Ambas têm técnicos altamente contestáveis e adorariam ter o gaúchão de volta. Antes de ir para o Chelsea, a seleção mexicana também assediou o brasileiro de forma pesada.

Se antes, quando Felipão ainda estava bem empregado no Chelsea, seu nome era o mais lembrado pelas arquibancadas nos tropeços do Brasil, agora então nem se fala. Por ironia do destino a seleção brasileira joga amanhã justamente em Londres, onde Felipão já está. Quem sabe até o bigodudo esteja na arquibancada do Emirates Stadium para ver o confronto com a Itália. Em Portugal a situação não é diferente. O técnico lusitano Carlos Queiroz tem balançado mais do que galho verde e Felipão é venerado pelos lados de lá tanto quanto cá.

Mas é interessante ressaltar alguns pontos: caso Felipão volte para a seleção, será numa situação parecida com a de 2001. Naquela época ele foi chamado as pressas, a pouco mais de um ano para a copa, e a ele foi dada carta branca para tomar as decisões que quisesse. Só assim ele voltaria agora. Felipão não tem o perfil para fazer o trabalho sujo que Dunga está sendo obrigado a fazer.

Mas enfim, não custa sonhar. Tô até pensando em torcer pela Itália... secar o Dunga não é pecado.

Felipão cai e o mundo do futebol se agita (Parte 1)



Segunda-feira normalmente é um dia fraco para o futebol, ficamos apenas remoendo os acontecimentos do fim de semana. Mas eis que o senhor Roman Abramovic resolve mandar Felipão embora do Chelsea e o mundo do futebol ganha um colorido diferente nessa segunda-feira.

Na estréia desse blog eu já havia dado minha opinião sobre o time do Chelsea e por isso inocento em parte a culpa de Felipão na desastrosa temporada dos Blues. Antes de assumir o time londrino, Felipão vinha de grande sucesso nas seleções brasileira e portuguesa. Mas tem que se destacar que treinar seleção é muito diferente de treinar clube. Seleção você encontra com o jogador dois dias antes da partida, faz um ou dois treinos, joga e vai embora. Clube tem a convivência diária, concentração e o desgaste natural de relacionamentos longos.

A demissão de Felipão também levanta outro assunto: a carreira de técnicos brasileiros no exterior. Se pegarmos nossos tops de linha, todos já tiveram algum fracasso em clubes europeus. Luxemburgo voltou com o rabo entre as pernas após 11 meses de Rela Madrid na temporada de 2005. Em 1994 Parreira assumiu o Valência da Espanha uma semana após a conquista do tetracampeonato e decepcionou. Não durou uma temporada. Também engrossam a lista Abel Braga (Marselha da França, 2000), Lazaroni (Fiorentina da Itália, 1991)

Ouvi hoje que a questão do idioma pode ser a questão das dificuldades. Concordo. Felipão teve que fazer curso intensivo de inglês para poder dar entrevista, mas na hora do jogo, de chamar a atenção dos comandados (coisa que ele adora fazer) era nítida a dificuldade. Felipão ficava só nos gestos. Luxemburgo virou folclore com seu portunhol.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Brasileiro da rodada: Júlio Baptista


O trio brazuka do Milan jogou muito bem, porém Kaká saiu machucado, Ronaldinho foi injustamente substituído e Pato não marcou. Passei o sábado inteiro na dúvida de qual dos três merecia ser o melhor brasileiro da rodada européia.

Aí vieram os jogos de domingo. Não gosto do campeonato alemão, mas me agradaram os dois jogos que vi (Bayern de Munique 3 X 1 Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen 2 x 4 Stuttgart) e fiquei tentado a eleger Zé Roberto, do Munique, pela sua atuação como meia-esquerda (e não como segundo volante, como jogava nas seleções de Zagallo e de Parreira). Mas enfim, no balanço final da rodada européia, o que mais chamou a atenção foi o jogo da Roma e o show dos brasileiros. Cicinho jogou bem e marcou um belo gol, mas saiu machucado pouco depois. Com isso coube ao sempre regular Júlio Baptista a coroa da semana.

Ele fechou a goleada dos romanos por 3 a 0 sobre o Genoa com um gol de craque, um chutaço de fora da área após driblar três marcadores, misturando habilidade, precisão e força, sua principal qualidade. Talvez pelo excesso de força seu futebol seja interpretado de forma equivocada. Júlio Baptista é forte sim, mas tem habilidade e não é caneleiro, sabe o que faz com a bola. Pode atuar no meio, pode marcar, embora tenha se destacado mais ofensivamente e fazendo muitos gols.

Júlio tem jogado muito e não é de hoje. No período turbulento que a seleção de Dunga passou no ano passado, na minha opinião, ele foi o grande jogador do time, muitas vezes tendo que suprir a ausência de Kaká e Ronaldinho. Júlio ainda não é tão valorizado como deveria, não é um craque, mas, sinceramente, não lembro de uma partida ruim dele nas últimas temporadas, seja pelo Sevilla, no Real Madrid, pelo Arsenal, agora no Roma ou na Seleção.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Qual capixaba teria chances de disputar uma Copa?


Uma vez um colega de redação me perguntou se eu achava que tinha algum capixaba que um dia poderia disputar uma Copa do Mundo pela seleção brasileira. Sem nem parar para pensar respondi de bate-pronto: o lateral-esquerdo Maxwell, que desde 2006 defende a Inter de Milão.

Natural de Vila Velha, o lateral de 27 anos (nascido em 27 de agosto de 1981) já vestiu a camisa amarelinha na famigerada seleção pré-olímpica comandada por Ricardo Gomes em 2004, que tinha no plantel valores que hoje são figurinhas carimbadas na atual seleção de Dunga, como o lateral Maicon, os meias Elano e Diego, e o atacante Robinho, e também jogadores que hoje brilham na Europa e no Brasil, como o goleiro Gomes (Totthenham), o zagueiro Alex (Chelsea), Dagoberto do São Paulo e Nilmar do Internacional.

Mesmo com tantos valores (diziam na época que era a melhor seleção pré-olímpica brasileira já formada), o time deu vexame e não se classificou para as Olimpíada de Atenas, no mesmo ano. Mesmo assim, como vemos, a equipe de Ricardo Gomes de 2004 revelou uma boa base para a atual seleção brasileira.

Revelado pelo Cruzeiro, na época do pré-olímpico, o até então desconhecido capixaba jogava no Ajax, da Holanda. Depois passou pelo modesto Empoli, na Itália, antes de chegar a Inter. Com características defensivas em primeiro lugar, e sabendo apoiar quando necessário, Maxwell se encaixaria bem no estilo da seleção de Dunga, que joga com a linha de quatro zagueiros preferindo laterais que tenham mais características de defensores do que de alas. Em 2008, com a camisa da Inter, Maxwell foi eleito o melhor jogador do Torneio de Amsterdã.

O capixaba está longe de ser uma unamidade entre os críticos. Na Inter ele tem perdido um pouco de espaço no time titular para o jovem Davide Santon, de 18 anos. Dunga não tem o convocado, mas vez ou outra alguém lembra de falar o nome dele. Existem outros laterais-esquerdos que me agradam mais, como Fábio Aurélio (jogando muita bola no Liverpool) ou Marcelo (com altos e baixos no Real Madrid, mas fez uma Olimpíada quase impecável no ano passado) ou até mesmo Juan, do Flamengo (esse é mais ofensivo e não sabe marcar, por isso não agrada Dunga).

No entanto, a indefinição na posição desde a saída de Roberto Carlos, que usou a camisa 6 do Brasil durante três Copas do Mundo (1998/2002/2006), pode dar uma chance ao capixaba de ser convocado. Definitivamente a lateral-esquerda da seleção é um terreno ainda sem dono e Maxwell está entre os possíveis candidatos a proprietário desse latifúndio.

Parece até Copa do Mundo


Há muito tempo não via uma Data Fifa com tantos amistosos interessantes como os da próxima semana. Serão confrontos dignos de Copa do Mundo (ou melhor, de fase final de Copa do Mundo). Alguns envolverão campeões mundiais com promessas de grandes partidas, principalmente se levarmos em consideração de faltam apenas pouco mais de um ano para a Copa da África e muitos times já estão com suas bases formadas (o que não é o caso do Brasil. Na verdade pode até ser, mas longe de ser uma que agrade a torcida).

Sem querer puxar sardinha para nosso lado, o jogo mais importante será Brasil e Itália. Em campo estão os dois últimos campeões mundiais, os dois com mais título - 5 pelo Brasil e 4 pela Itália. Se você procurar num dicionário ilustrado a palavra equilíbrio, é provável que encontre uma foto de alguma partida de Brasil e Itália. Em 12 confrontos, cada seleção venceu cinco e houve dois empates. As duas seleções empatam também em gols marcados: 19 para cada lado. A nossa vantagem fica por conta das duas finais de copas disputadas, ambas vencidas pelo Brasil (o tri em 70 e o tetra em 94).

Pesa ainda o fato das maiores estrelas do Brasil serem bastante conhecidos pelos lados de lá. O trio ofensivo Kaká, Ronaldinho Gaúcho (retornando a seleção) e Pato, além do zagueiro Thiago Silva (que ainda não estreou no futebol italiano) são do Milan. Júlio César, Maicon e Adriano da Inter. O goleiro Doni, o zagueiro Juan e o meia Julio Baptista são da Roma. E ainda tem Felipe Mello da Fiorentina. Enfim, dos 22 convocados por Dunga, 11 jogam no campeonato italiano. E poderia ter mais, se Amauri tivesse sido liberado pela Juventus.

Mas esse não será o único grande confronto da semana. Na quarta-feira a Argentina de Diogo Maradonna pega a reestruturada França, ainda se adaptando a viver sem Zidane. No mesmo dia a Espanha, atual campeã da EuroCopa, pega a Inglaterra, que sempre promete, mas nunca cumpre. A Alemanha jogará contra a Noruega. Serão grandes jogos.

É melhor os brasileiros aproveitarem, não é sempre que a nossa seleção faz um amistoso contra adversários decentes, vide os jogos contra Venezuela, Argélia, etc (com exceção do último contra Portugal). Mas não se acostumem, em agosto o Brasil joga contra a "perigosíssima" Estônia.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dinheiro jogado fora...


Thiago Neves foi transferido para a Alemanha por R$ 22 milhões. Menos de seis meses e apenas seis jogos disputados foi vendido para o Al-Hilal, da Arábia Saudita e agora está de volta ao Fluminense por empréstimo. Souza saiu do São Paulo para o PSG e também não durou uma temporada para retornar ao país para joga no Grêmio. Carlos Alberto, Zé Roberto e muitos outros jogadores são exemplo de "retornados", nome dados aos brasileiros que vão para a Europa como craques e não duram nem uma temporada, fracassam e voltam ao Brasil. Mas esse fenômeno não é exclusividade dos jogadores daqui.

Nesta semana, com o fechamento da janela de tranferências europeias, várias transações provaram que as estrelas de clubes europeus também fracassam e fizeram muitos clubes somarem grandes prejuízos. Literalmente no apagar das luzes, o atacante irlandês Robbie Keane (foto, ainda com a camisa do Liverpool), comprado pelo Liverpool para ser a grande estrela do maior campeão inglês de todos os tempos, acertou o seu retorno para o Totthenham meia temporada depois. Em julho de 2008, Keane havia acertado sua transferência para os Reds por 20 milhões de libras (R$ 66,4 milhões). Especula-se que o Tottenham teria pago cerca de 15 milhões de libras (R$ 49,8 milhões) pelo jogador nessa semana. Ou seja, é a mesma coisa que você vender um carro por R$ 20 mil e na semana seguinte você compra-lo novamente por R$ 15 mil.

Alguns empréstimos mostram que as equipes ainda tem esperanças de não perder os investimentos em jogadores que custaram caro na última temporada. O português Ricardo Quaresma, que saiu do Porto na metade do ano passado para o cosmopolita Internazionale de Milão após 3 espetaculares temporadas no campeonato português, não consegui agradar seu técnico conterrâneo José Mourinho e acaba de ser emprestado para o Chelsea, após jogar apenas 18 partidas com a camisa da Inter (a maioria saindo do banco). Antes disso, quando ainda era uma promessa, Quaresma também fracassou numa curtíssima passagem pelo Barcelona.

Outra transação de empréstimo ocorrida nas últimas horas envolve outro brasileiro. O atacante Jô, que foi comprado pelo multimilionário Manchester City também em julho de 2008 por 19 milhões de libras (R$ 60 milhões) após várias temporadas de sucesso no CSKA Moscou, amargurou meses de reserva no clube inglês e acaba de ser emprestado para o Everton.

Se voltarmos uma ou duas temporada no tempo, percebemos que essas transações não são recentes. Schevchenko chegou a ser eleito o segundo melhor jogador do mundo durante as sete temporadas que esteve no Milan, fora as várias vezes que terminou o calccio com artilheiro. Uma transação milionária - 42 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões) - o levou para o Chelsea, mas o ucraniano nunca mais foi o mesmo. Em duas temporadas marcou somente nove gols e em 2008 já estava de volta ao Milan, muito mais pela sua relação com o clube e a idolatria da torcida do que pelo seu futebol. Talvez por vergonha do estratosférico prejuízo, o Chelsea nunca revelou o valor que o Milan pagou para ter de volta o ucraniano.

O mesmo Milan se arrepende profundamente de ter comprado o atacante Gilardino do Parma e da seleção italiana por 25 milhões de euros (R$ 65 milhões). O jogador não durou três temporadas e, após a chegada de Alexandre Pato e o ressurgimento do caneleiro matador Pippo Inzaghi, perdeu o espaço que tinha e foi transferido para a Fiorentina por 14 milhões de euros (R$ 36,5 milhões)

Como vemos, o mercado inflacionado da bola já desperdiçou muito dinheiro com transações furadas. E olha que por lá eles não usam gravações de DVD para contratar reforços.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"O" Jogo...


Deu Pittsburgh Steelers na final do Super Bowl XLIII. Mas o jogo não foi tão fácil assim como eu pensava. Que bom! Foi um jogaço. Primeiro, no final do primeiro tempo, os Steelers abriram vantagem com um touch down de James Harrison (foto) após interceptar um lançamento ainda na sua defesa e correr 100 jardas terrestres (ou seja, o cara pegou a bola numa ponta do campo e correu até a outra). Foi a maior corrida da história do Super Bowl.

Se não bastasse isso, nos últimos dois minutos e meio os Cardinals de Arizona viraram o placar após dois touch down seguidos, sendo o segundo com Larry Fitzgerald numa arrancada de 64 jardas quando tudo encaminhava para uma vitória dos Steelers. Até que nos últimos segundo nova virada. O time de Pittsburgh deu o troco com uma jogada acrobática de Santonio Holmes e entrou para a história como o maior campeão da história do Super Bowl. E o jogo fica para a história como um dos mais sensacionais de todos os tempos.

Oh zica...



Sete bolas na trave... seis de um mesmo time... quatro do mesmo jogador. Assim poderia ser resumido o jogo de domingo (01) quando o Santos perdeu para o Ituano por 2 a 0. O atacante Kleber Pereira fez a proeza de acertar a trave quatro vezes em menos de 20 minutos.

'Nunca vi nada igual na vida', disse o atacante no final do jogo. Nem eu... Convenhamos, para errar 7 metros de gol e acertar 10 centímetros de trave o cara tem que estar com a mira muito boa. Desse jeito o atacante santista poderia fazer aquele polêmico comercial do Ronaldinho Gaúcho acertando a trave várias vezes seguidas, e sem o uso de computação gráfica. (Relembrem o comercial aqui http://br.youtube.com/watch?v=qYwYYFNAXFU )