
O trio brazuka do Milan jogou muito bem, porém Kaká saiu machucado, Ronaldinho foi injustamente substituído e Pato não marcou. Passei o sábado inteiro na dúvida de qual dos três merecia ser o melhor brasileiro da rodada européia.
Aí vieram os jogos de domingo. Não gosto do campeonato alemão, mas me agradaram os dois jogos que vi (Bayern de Munique 3 X 1 Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen 2 x 4 Stuttgart) e fiquei tentado a eleger Zé Roberto, do Munique, pela sua atuação como meia-esquerda (e não como segundo volante, como jogava nas seleções de Zagallo e de Parreira). Mas enfim, no balanço final da rodada européia, o que mais chamou a atenção foi o jogo da Roma e o show dos brasileiros. Cicinho jogou bem e marcou um belo gol, mas saiu machucado pouco depois. Com isso coube ao sempre regular Júlio Baptista a coroa da semana.
Ele fechou a goleada dos romanos por 3 a 0 sobre o Genoa com um gol de craque, um chutaço de fora da área após driblar três marcadores, misturando habilidade, precisão e força, sua principal qualidade. Talvez pelo excesso de força seu futebol seja interpretado de forma equivocada. Júlio Baptista é forte sim, mas tem habilidade e não é caneleiro, sabe o que faz com a bola. Pode atuar no meio, pode marcar, embora tenha se destacado mais ofensivamente e fazendo muitos gols.
Júlio tem jogado muito e não é de hoje. No período turbulento que a seleção de Dunga passou no ano passado, na minha opinião, ele foi o grande jogador do time, muitas vezes tendo que suprir a ausência de Kaká e Ronaldinho. Júlio ainda não é tão valorizado como deveria, não é um craque, mas, sinceramente, não lembro de uma partida ruim dele nas últimas temporadas, seja pelo Sevilla, no Real Madrid, pelo Arsenal, agora no Roma ou na Seleção.
olha que legal... nem sabia desse blog!
ResponderExcluirabraço