domingo, 8 de fevereiro de 2009

Brasileiro da rodada: Júlio Baptista


O trio brazuka do Milan jogou muito bem, porém Kaká saiu machucado, Ronaldinho foi injustamente substituído e Pato não marcou. Passei o sábado inteiro na dúvida de qual dos três merecia ser o melhor brasileiro da rodada européia.

Aí vieram os jogos de domingo. Não gosto do campeonato alemão, mas me agradaram os dois jogos que vi (Bayern de Munique 3 X 1 Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen 2 x 4 Stuttgart) e fiquei tentado a eleger Zé Roberto, do Munique, pela sua atuação como meia-esquerda (e não como segundo volante, como jogava nas seleções de Zagallo e de Parreira). Mas enfim, no balanço final da rodada européia, o que mais chamou a atenção foi o jogo da Roma e o show dos brasileiros. Cicinho jogou bem e marcou um belo gol, mas saiu machucado pouco depois. Com isso coube ao sempre regular Júlio Baptista a coroa da semana.

Ele fechou a goleada dos romanos por 3 a 0 sobre o Genoa com um gol de craque, um chutaço de fora da área após driblar três marcadores, misturando habilidade, precisão e força, sua principal qualidade. Talvez pelo excesso de força seu futebol seja interpretado de forma equivocada. Júlio Baptista é forte sim, mas tem habilidade e não é caneleiro, sabe o que faz com a bola. Pode atuar no meio, pode marcar, embora tenha se destacado mais ofensivamente e fazendo muitos gols.

Júlio tem jogado muito e não é de hoje. No período turbulento que a seleção de Dunga passou no ano passado, na minha opinião, ele foi o grande jogador do time, muitas vezes tendo que suprir a ausência de Kaká e Ronaldinho. Júlio ainda não é tão valorizado como deveria, não é um craque, mas, sinceramente, não lembro de uma partida ruim dele nas últimas temporadas, seja pelo Sevilla, no Real Madrid, pelo Arsenal, agora no Roma ou na Seleção.

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