quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dinheiro jogado fora...


Thiago Neves foi transferido para a Alemanha por R$ 22 milhões. Menos de seis meses e apenas seis jogos disputados foi vendido para o Al-Hilal, da Arábia Saudita e agora está de volta ao Fluminense por empréstimo. Souza saiu do São Paulo para o PSG e também não durou uma temporada para retornar ao país para joga no Grêmio. Carlos Alberto, Zé Roberto e muitos outros jogadores são exemplo de "retornados", nome dados aos brasileiros que vão para a Europa como craques e não duram nem uma temporada, fracassam e voltam ao Brasil. Mas esse fenômeno não é exclusividade dos jogadores daqui.

Nesta semana, com o fechamento da janela de tranferências europeias, várias transações provaram que as estrelas de clubes europeus também fracassam e fizeram muitos clubes somarem grandes prejuízos. Literalmente no apagar das luzes, o atacante irlandês Robbie Keane (foto, ainda com a camisa do Liverpool), comprado pelo Liverpool para ser a grande estrela do maior campeão inglês de todos os tempos, acertou o seu retorno para o Totthenham meia temporada depois. Em julho de 2008, Keane havia acertado sua transferência para os Reds por 20 milhões de libras (R$ 66,4 milhões). Especula-se que o Tottenham teria pago cerca de 15 milhões de libras (R$ 49,8 milhões) pelo jogador nessa semana. Ou seja, é a mesma coisa que você vender um carro por R$ 20 mil e na semana seguinte você compra-lo novamente por R$ 15 mil.

Alguns empréstimos mostram que as equipes ainda tem esperanças de não perder os investimentos em jogadores que custaram caro na última temporada. O português Ricardo Quaresma, que saiu do Porto na metade do ano passado para o cosmopolita Internazionale de Milão após 3 espetaculares temporadas no campeonato português, não consegui agradar seu técnico conterrâneo José Mourinho e acaba de ser emprestado para o Chelsea, após jogar apenas 18 partidas com a camisa da Inter (a maioria saindo do banco). Antes disso, quando ainda era uma promessa, Quaresma também fracassou numa curtíssima passagem pelo Barcelona.

Outra transação de empréstimo ocorrida nas últimas horas envolve outro brasileiro. O atacante Jô, que foi comprado pelo multimilionário Manchester City também em julho de 2008 por 19 milhões de libras (R$ 60 milhões) após várias temporadas de sucesso no CSKA Moscou, amargurou meses de reserva no clube inglês e acaba de ser emprestado para o Everton.

Se voltarmos uma ou duas temporada no tempo, percebemos que essas transações não são recentes. Schevchenko chegou a ser eleito o segundo melhor jogador do mundo durante as sete temporadas que esteve no Milan, fora as várias vezes que terminou o calccio com artilheiro. Uma transação milionária - 42 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões) - o levou para o Chelsea, mas o ucraniano nunca mais foi o mesmo. Em duas temporadas marcou somente nove gols e em 2008 já estava de volta ao Milan, muito mais pela sua relação com o clube e a idolatria da torcida do que pelo seu futebol. Talvez por vergonha do estratosférico prejuízo, o Chelsea nunca revelou o valor que o Milan pagou para ter de volta o ucraniano.

O mesmo Milan se arrepende profundamente de ter comprado o atacante Gilardino do Parma e da seleção italiana por 25 milhões de euros (R$ 65 milhões). O jogador não durou três temporadas e, após a chegada de Alexandre Pato e o ressurgimento do caneleiro matador Pippo Inzaghi, perdeu o espaço que tinha e foi transferido para a Fiorentina por 14 milhões de euros (R$ 36,5 milhões)

Como vemos, o mercado inflacionado da bola já desperdiçou muito dinheiro com transações furadas. E olha que por lá eles não usam gravações de DVD para contratar reforços.

2 comentários:

  1. HAHAHAHAHAHAHHA bicho, eu MORRO de rir com essas transações FAILS, principalmente quando é um clube europeu que vem aqui buscar um jogador que é importante para a equipe brasileira mas que não é lá grandes coisas.

    Muitas vezes eles contratam o cara pelo mais puro olho grande, sem critério nenhum, ou para não deixar uma outra equipe levar antes dele; sério, alguém, em sã consciência, achava que Carlos Alberto e Zé Roberto dariam certo na Alemanha? Além de outros casos como Jônatas e André Lima que você acabou não citando.

    Sério, se eu fosse dirigente de um clube grande iria criar uma categoria de base voltada pra exportação (só com garoto grande e forte) e outra pra servir ao meu clube.

    E pô, Robbie Keane não foi contratado pra ser estrela dos Reds, essa função é do Fernando Torres, e como o Kuyt tem cadeira cativa lá, o RK foi contratado pra ser no máximo um reserva de luxo.

    O Quaresma foi outro exemplo claro de olho grande da Inter, eles simplesmente não precisavamdo cara, assim como não precisam do Mancine, em todo caso, tomara que eles tenham um enorme prejuízo.

    E pra finalizar: RESPEITE INZAGHI! O cara é ruim, mas mete gol demais, ídolo absoluto, não sei se vc já percebeu, mas se ele entrar faltando 5 minutos para o jogo acabar, contra o Lecce, com um placar favorável de 4 a 1, se ele fizer o quinto vai comemorar com a mesma vibração que se estivesse fazendo gol na final da UCL. E Sheva tem mais é que se ferrar, fiquei puto do Milan trazê-lo de volta, encheu o saco pra sair, falou que era por causa da esposa e blá blá blá, não deu certo no Chelsea e voltou com o rabo entre as pernas.

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  2. O Robbie Keane foi contratado com muita expectativa por parte do Liverpool. O valor pago por ele mostra isso. A idéia seria coloca-lo ao lado do Torres no ataque (tanto que nem fizeram questão e segurar o Crouch). Mas a coisa deu tanto errado que o Riera ganhou espaço no meio campo e o Torres ficou só na referencia de ataque.

    Bem, sobre o Inzaghi eun deixei claro, o cara é caneleiro matador... gosto dele, principalmente do estilo guerreiro... é verdade que ele não consegue dar passe de meio metro e não consegue conduzir a bola e respirar ao mesmo tempo, mas dentro da área ele é o gênio do gol pimboll, a bola bate em todo mundo e sempre acaba no pé dele, hehe

    O problema que vejo no retorno do Scheva é que involuntariamente ele acaba inibindo a ascenção de um atacante mais novo no grupo, como o que aconteceu com o Paloschi.

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